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Jovens do movimento Climáximo redistribuem alimentos tirados de supermercado

Movimento explica que uma dezena de apoiantes entrou no Continente no Campo Pequeno e levou alimentos e artigos de higiene pessoal, "saindo sem pagar e distribuindo estes bens numa banca junto à estação do Oriente".

14 de maio de 2026 às 20:32

Apoiantes do movimento Climáximo entraram esta quinta-feira num supermercado no Campo Pequeno, em Lisboa, de onde tiraram dezenas de produtos, sem os pagar, e foram distribui-los por pessoas pobres, informou o coletivo.

Num comunicado, o movimento Climáximo explica que uma dezena de apoiantes entrou no Continente no Campo Pequeno e levou alimentos e artigos de higiene pessoal, "saindo sem pagar e distribuindo estes bens numa banca junto à estação do Oriente".

Tratou-se, segundo o comunicado, de uma forma de protesto "contra os lucros das grandes superfícies em contexto de guerra fóssil, e como alerta sobre o impacto da crise climática nos sistemas alimentares".

Esta ação de protesto "denunciou os lucros extraordinários auferidos por grandes superfícies como o Continente e o Pingo Doce num contexto de guerra potenciado pelos combustíveis fósseis, enquanto o custo de vida de pessoas comuns aumenta", explica-se no documento, segundo o qual os bens, como pão, alimentos para bebés ou pastas de dentes, entre outros, foram redistribuídos por "pessoas em situação de pobreza".

"A nossa dependência de combustíveis fósseis está não só a aumentar de forma drástica o custo de vida, como irá cada vez mais provocar a escassez de bens essenciais. Mas no meio deste caos, há quem fique a ganhar: as grandes superfícies e as empresas fósseis registam lucros ímpares com a guerra, com a nossa pobreza e a destruição do mundo", diz, citada no comunicado, Inês Teles, apoiante do movimento.

A Agência Lusa contactou o comando metropolitano de Lisboa da PSP mas fonte oficial disse que não dispunha de nenhuma informação (às 19:40).

A ação de hoje insere-se no que a Climáximo, movimento de jovens contra os combustíveis fósseis, chamou de "Semana de Luta pelo Futuro" , com várias iniciativas. A semana termina na sexta-feira com uma concentração junto à sede do Governo.

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