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Artigo exclusivo

Enterro de Khamenei mostra força do Irão aos EUA

São esperadas pelos 15 milhões de pessoas nas exéquias do líder supremo morto no primeiro dia da guerra.

04 de julho de 2026 às 01:30

Uma mulher permanecia numa imobilidade aparentemente tranquila, de punho esquerdo erguido e bandeira na mão direita, indiferente aos 37 graus secos e poluídos que se faziam sentir, na sexta-feira à tarde, na capital iraniana. Não era uma bandeira qualquer. Numa face exibia exortações a Alá e, na outra, a bandeira do Irão. Sintetizava o carácter político-religioso das cerimónias fúnebres do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto no final de fevereiro, no início da guerra declarada por Israel e Estados Unidos contra o poder iraniano. A mulher da bandeira não era a única presença na anormalmente deserta Praça da Revolução, em Teerão. Mais adiante, um homem acenava com a bandeira iraniana numa mão e, na outra, empunhava o estandarte amarelo e verde do Hezbollah libanês. Os iranianos não esquecem a coligação de interesses do movimento político e militar que afronta Israel junto à fronteira do estado judaico.

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