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Chip na bola salva Portugal no Mundial

Sensor de movimento de 500Hz de última geração fornece informações sobre cada toque.

04 de julho de 2026 às 01:30

Um minúsculo chip fez uma diferença enorme nas ambições de Portugal no Campeonato do Mundo. Isto porque foi a tecnologia presente na bola que permitiu identificar o fora de jogo que evitou o 2-2 que levaria os 16 avos de final, frente à Croácia, para prolongamento.

Aos 13 minutos dos descontos da 2.ª parte, Gvardiol introduziu a bola na baliza após cruzamento. Só que o central estaria em fora de jogo se um colega, Matanovic, tivesse tocado no esférico antes dele. O toque, praticamente impercetível, causou dúvidas aos adeptos. Mas não à equipa de arbitragem.

É que as bolas do Mundial têm no seu interior um chip de sensor de movimento de 500Hz de última geração que fornece informações sobre cada elemento do movimento da bola. O VAR recebeu esses dados, apresentados como um 'eletrocardiograma' onde um pico mostra claramente que Matanavic tocou na bola. "Acho que senti um toque muito leve da bola no cabelo", admitiu o croata após o jogo.

O árbitro do encontro foi chamado a ver as imagens, mas não para analisar o toque croata, claramente identificado pela tecnologia. Só que o chip também detetou um toque de Renato Veiga, esse já mais percetível a olho nu. E foi essa parte da jogada que o árbitro analisou, nomeadamente se o toque do central português foi apenas um desvio sem intenção ou se feito de forma intencional. Se fosse esse o caso, Gvardiol já não estaria em fora de jogo. Como o árbitro concluiu que Renato Veiga não quis jogar deliberadamente a bola, a jogada ofensiva croata não foi interrompida e o lance foi anulado.

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