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Justiça suspende médica das reformas fraudulentas

Emuna Mia proibida de exercer e de contactar arguidos e doentes. Secretária da médica de Benavente é a segunda arguida mais envolvida. Tribunal desvaloriza indícios contra médicos gémeos.

04 de julho de 2026 às 01:30

A médica Emuna Mia, considerada a cabecilha de uma rede que lesou a Segurança Social durante cerca de 20 anos com um esquema de reformas fraudulentas que iria defraudar o Estado em cerca de 18,5 milhões de euros, ficou suspensa de funções pelo tribunal e impedida de sair do País (com entrega de passaporte). Está também impedida de contactar os outros arguidos do processo e os 182 doentes beneficiados pelas falsas reformas de invalidez. 

Os médicos gémeos João Vasco e Pedro Barreira, que foram detidos na mesma operação 'Relax', da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária (UNCC/PJ), e do Ministério Público, saíram apenas com TIR. A quarta arguida detida, Florisbela Matias, secretária de Emuna Mia, e considerada o 'braço direito' da médica, também saiu em liberdade. Está igualmente suspensa de funções e impedida de contactar os arguidos e envolvidos do processo.

Emuna Mia e a secretária foram as únicas, dos 13 arguidos, a aguardar na cadeia pela aplicação das medidas de coação. O juiz do Tribunal Central de Investigação Criminal que realizou os primeiros interrogatórios, desvalorizou os indícios contra os médicos João Vasco e Pedro Barreira, que, no entanto, se mantêm arguidos. A investigação vai prosseguir com, como o CM noticiou esta sexta-feira, os 182 beneficiados das reformas fraudulentas arrolados como testemunhas. 

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