Caravela pode ser de Bartolomeu Dias
A Companhia de Diamantes da Namíbia revelou a descoberta de um navio com cerca de 500 anos. As primeiras investigações indicam que se poderá tratar da caravela em que naufragou Bartolomeu Dias, no ano de 1500, ou seja, 13 anos depois de ter dobrado o Cabo da Boa Esperança. Uma réplica deste navio encontra-se num museu na África do Sul.<br/><br/>
Segundo o sítio da Rádio Renascença (RR), um porta-voz da empresa de diamantes da Namíbia (antiga Rodésia) adiantou que o governo português já foi contactado no sentido de enviar para o local uma equipa de especialistas para mais investigações sobre a embarcação.
Ainda segundo a RR, o arqueólogo Francisco Alves diz tratar-se de "uma janela que se abre sobre o passado". O director da divisão de Arqueologia Náutica e Subaquática do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico mostra-se cauteloso, mas defende que este "é um caso a acompanhar de muito perto".
O naufrágio da caravela em que seguia Bartolomeu Dias aconteceu em 1500. O navegador comandava um navio da frota de Pedro Álvares Cabral que descobriu o Brasil e, depois de passar pelas costas brasileiras, rumou à Índia. No entanto, uma tempestade acabou por fazer naufragar a sua caravela, ironicamente quando se aproximava do Cabo da Boa Esperança. A proeza, alcançada 13 anos antes, transformou por completo a visão do Mundo. A primeira representação cartográfica das zonas exploradas por BartolomeuDias, com o Cabo da Boa Esperança, é o planisfério de Henricus Martellus, de 1489.
SAIBA MAIS
1487 é o ano em que Bartolomeu Dias dobrou o Cabo das Tormentas, como lhe chamou. Foi D. João II quem mandou mudar o nome para Cabo da Boa Esperança.
1500 é o ano em que o navegador naufraga e morre quando estava próximo do Cabo da Boa Esperança.
NAVIO RÁPIDO
A Caravela era um navio pequeno de dois mastros, rápido e de fácil manobra.
IMORTALIZADO NA POESIA
Bartolomeu Dias foi imortalizado por Camões, em ‘Os Lusíadas’, e F. Pessoa: "Jaz aqui, na pequena praia extrema/O Capitão do Fim. Dobrado o Assombro/ O mar é o mesmo: já ninguém o tema/ Atlas, mostra alto o mundo no seu ombro".
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