‘Carrie’ foi salva do caixote do lixo

Stephen King achou história "horrível" e protagonista "chata", deitando fora o manuscrito

21 de outubro de 2013 às 08:07
CARRIE, FILME, STEPHEN KING, TERROR, CINEMA Foto: D.R.
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É uma das histórias mais conhecidas de Stephen King, e já deu origem a três adaptações ao cinema (a última das quais chega às nossas salas dia 31), mas o escritor norte-americano confessa nas suas memórias que, depois de ter escrito três páginas de ‘Carrie’, achou a história "horrível" e a protagonista "uma chata", e deitou o trabalho no caixote do lixo. Foi a mulher, Tabby King, que encontrou as páginas amarrotadas e as recuperou, convencendo-o a retomar a escrita da novela – que viria a ser o primeiro livro publicado de King.

"Eu achava que não ia conseguir escrever uma história da perspetiva feminina", diz Stephen King no livro ‘On Writing’, em que fala sobre o ofício da escrita e recorda os seus êxitos. "Quem é que queria saber das atribulações de uma miúda menstruada?".

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Tabby deu-lhe dicas sobre o mundo das mulheres e o próprio Stephen King concebeu a figura de Carrie White a partir de duas miúdas que conheceu no liceu e que morreram jovens.

O esforço compensou: ‘Carrie’ vendeu quatro milhões de cópias e ajudou o escritor a amealhar uma fortuna hoje avaliada em 300 milhões de euros. O novo filme, realizado por Kimberly Peirce, é interpretado por Chlöe Grace Moretz e Julianne Moore.

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