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Norte-americano retirado do cruzeiro afetado por surto de hantavírus testa positivo

17 norte-americanos serão levados primeiro para a Universidade de Nebraska, que possui uma instalação de quarentena financiada pelo Governo federal.

11 de maio de 2026 às 07:14

Um dos 17 norte-americanos retirados do MV Hondius, o navio de cruzeiro afetado por um surto de hantavírus, testou positivo mas não apresenta sintomas, disseram as autoridades de saúde dos Estados Unidos.

O voo fretado transportava 17 norte-americanos, retirados de avião após o navio ter chegado a Tenerife, a maior ilha do arquipélago das Caraíbas. A aeronave deveria chegar ao Nebraska, no centro dos EUA, no início do dia desta segunda-feira.

Os norte-americanos serão levados primeiro para a Universidade de Nebraska, que possui uma instalação de quarentena financiada pelo Governo federal, para avaliar se estiveram em contacto próximo com pessoas sintomáticas e os níveis de risco de propagação do vírus.

"Um passageiro será transportado para a Unidade de Biocontenção do Nebraska após a chegada, enquanto os outros passageiros irão para a Unidade Nacional de Quarentena para avaliação e monitorização", disse a porta-voz do Centro Médico de Nebraska, Kayla Thomas.

"O passageiro que irá para a Unidade de Biocontenção testou positivo para o vírus, mas não apresenta sintomas", acrescentou.

Horas antes, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, indicou na rede social X que um dos cinco franceses retirados do MV Hondius e repatriados no domingo para França, apresenta sintomas de hantavírus.

"Ele apresentou sintomas no avião de repatriamento", informou. "Estes cinco passageiros foram imediatamente colocados em isolamento rigoroso até nova ordem, estão a receber cuidados médicos e serão submetidos a testes e a um exame de saúde", acrescentou.

Além disso, o Governo vai aprovar "ainda esta noite" um decreto para implementar as medidas de isolamento adequadas a estes casos de contacto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 42 dias de quarentena para quem esteve no navio, mas cada país é livre de tomar uma decisão, disse no domingo o diretor-geral da agência da ONU.

Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que a OMS já emitiu uma recomendação de 42 dias de quarentena, "com seguimento ativo", em casa ou numa unidade de saúde, para tripulantes e passageiros do MV Hondius após a saída do paquete.

Esta segunda-feira, serão ainda desembarcadas e repatriadas 24 pessoas para a Austrália e Países Baixos.

O barco, com uma parte da tripulação a bordo, que não vai desembarcar nas Canárias, seguirá depois para os Países Baixos, onde está registado o cruzeiro e de onde é o armador.

A OMS confirmou até agora seis casos de oito suspeitos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram no barco. Três pessoas morreram e nenhum dos doentes ou suspeitos de estarem infetados estavam já a bordo quando o barco chegou às Canárias.

O navio viajava desde a Argentina, pelo Atlântico Sul, e suscitou um alerta sanitário internacional no passado fim de semana.

O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada no paquete, o hantavírus Andes, é rara e pode transmitir-se de pessoa para pessoa.

Os sintomas da infeção com hantavírus são, inicialmente, semelhantes aos da gripe, como tosse, fadiga ou dores de cabeça e musculares.

Dependendo da estirpe, o hantavírus pode provocar uma infeção pulmonar ou renal.

A OMS garante que o risco deste surto para a população em geral é baixo.

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