Castelo Branco quer certificar Viola Beiroa
Autarquia admite avançar com uma candidatura a Património Imaterial da Unesco.
A Câmara Municipal de Castelo Branco pediu a certificação da Viola Beiroa e fonte da autarquia não descarta a possibilidade de avançar com uma candidatura a Património Imaterial da Unesco.
"É algo que está pensado, mas para já não há formalização", diz a fonte. A acontecer, porém, não será uma candidatura isolada, mas sim dentro de um grupo, já que a Viola Beiroa é da família das violas de arame portuguesesas, como a Viola Braguesa, a Viola Amarantina, a Viola Campaniça, a Viola de Arame da Madeira e a Viola da Terra dos Açores.
"A especificidade da Beiroa é que tem duas cordas mais pequenas que são tocadas, apenas, com a mão direita", explica o musicólogo Miguel Carvalhinho, que está a revitalizar este instrumento há cinco anos e é responsável pela abertura de uma oficina que já produziu "cerca de 30 destes instrumentos".
"Há cinco anos, a Viola Beiroa era tocada por uma pessoa ou duas, agora há muito mais, e este movimento de revitalização das violas de arame está a envolver o País inteiro", adianta o especialista. "Por isso, a haver uma candidatura, terá de ser conjunta. E porque não? É um instrumento popular que tem muito interesse e merece ser visto e ouvido", conclui.
PORMENORES
Caretos são candidatos
Os Caretos de Podence, Macedo de Cavaleiros, são os mais recentes candidatos lusos a Património Imaterial da Humanidade. A candidatura foi formalizada no final do mês passado, mas o desejo de integrar a lista tinha mais de um ano.
Representar a comunidade
Segundo o musicólogo Rui Vieira Nery, "para efeitos de candidatura a Património Imaterial é preciso fazer uma inscrição na lista representativa e provar que se trata de uma prática artística que tem uma função comunitária, ou seja, que a comunidade se reconhece nela".
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