Derradeiro filme de António da Cunha Telles chega ao ecrã

'Cherchez la Femme' baseia-se numa pérola da literatura modernista e tem Romeu Costa e Ângelo Rodrigues nos protagonistas.

21 de abril de 2026 às 00:30
Romeu Costa e Ângelo Rodrigues em 'Cherchez la Femme', de António da Cunha Telles Foto: Direitos Reservados
Joana Barradas em 'Cherchez la Femme', de António da Cunha Telles Foto: Direitos Reservados
O triângulo amoroso do filme: Romeu Costa, Joana Barradas e Ângelo Rodrigues Foto: Direitos Reservados
Joana Barradas em 'Cherchez la Femme', de António da Cunha Telles Foto: Direitos Reservados

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Considerada uma obra-prima do modernismo português, a novela ‘A Confissão de Lúcio’, de Mário de Sá-Carneiro (1890-1916), serviu de base ao derradeiro filme do cineasta António da Cunha Telles, que nos deixou em 2022, sem ver a sua obra estrear no grande ecrã.

‘Cherchez la Femme’ (literalmente, ‘procure a mulher’), chega às salas nesta quinta-feira e conta a história de um complexo triângulo amoroso entre Lúcio, Ricardo de Loureiro e a mulher deste, Marta.

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Ao CM, o ator Romeu Costa (Ricardo Loureiro) conta que “nunca tinha trabalhado com Cunha Telles antes e estava muito entusiasmado com essa hipótese”. Apesar dos nervos da audição, ficou com o papel, e surpreendeu-se ao perceber que o realizador “nunca ensaiava as cenas”.

“Apenas pedia aos atores que as repetissem, as vezes que fosse preciso, para aproveitar o melhor take.” Uma vez que não conhecia os coprotagonistas – Ângelo Rodrigues e Joana Barradas – convidou-os para almoçar. “A empatia foi instantânea e acho que foi importante para nós, termo-nos conhecido antes da rodagem”, recorda.

Reconhecendo a dificuldade de adaptar ao cinema uma obra que tem o seu quê de surreal, Romeu Costa diz que lhe agradou a forma como Cunha Telles materializou uma história que tem muitas nuances e revela que, quando a viu, recentemente, ficou agradado com o resultado. “Filmámos entre 2021 e 2022, com o António [da Cunha Telles] já bastante doente, e acho que se ele tivesse tido mais tempo e mais dinheiro teria feito outro filme”, considera.

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“Há cenas do guião que não aparecem. Mesmo assim, quando o vi, fiquei agradavelmente surpreendido e penso que faz justiça à obra literária em que se inspira”, conclui o ator.

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