Descobertas novas gravuras rupestres em Barroca do Zêzere
Conjunto de figuras encontradas confirma aldeia do Fundão como um dos pontos mais importantes desta arte no País.
A descoberta de um novo conjunto de gravuras no Poço do Caldeirão confirma a aldeia de Barroca do Zêzere como um dos mais importantes pontos de arte rupestre no País. As figuras foram localizadas por acaso junto a um conjunto já descoberto em 2003 durante trabalhos de monitorização levados a cabo por uma equipa do Museu Arqueológico do Fundão.
"Estas gravuras representam a cabeça de um cavalo, um caprino e figuras geométricas que remontarão à pré-história. Aparentemente, são do período do Paleolítico Superior, mas esse estudo terá de ser aprofundado", afirma Pedro Salvado, diretor do Museu.
O responsável já apresentou o achado a Primitiva Bueno e Rodrigo de Balbín, especialistas da Universidade de Alcalá de Henares, que defendem um "trabalho de pesquisa na área e escavações arqueológicas nas margens do Zêzere".
Um trabalho que poderá ser realizado no âmbito da recém-criada Rede Nacional de Arte Pré-Histórica, promovida pelo Museu do Côa e da qual o Fundão é membro fundador. Para o edil Paulo Fernandes, "é uma excelente notícia para a região, já que coloca o município nas rotas da arte rupestre em Portugal".
PORMENORES
16 anos
As primeiras gravuras rupestres do Poço do Caldeirão foram descobertas em 2003 por dois fotógrafos amadores.
Gardunha
Em fevereiro, também no Fundão, um sapador florestal descobriu dois conjuntos de gravuras rupestres.
Esperança
Pedro Salvado, diretor do museu, acredita haver mais gravuras a jusante e a montante do Poço do Caldeirão.
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