“Está na hora de tratar da saúde da música”: artistas exigem criação de estatuto da profissão

Músicos criam organização que começou nas redes sociais e já tem 4 mil associados.

01 de maio de 2020 às 10:47
Miguel Gameiro Foto: Sérgio Lemos
Marisa Liz Foto: Liliana Pereira
Boss Ac Foto: Victor Sousa

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Criar um fundo de emergência, levar à formalização do estatuto de músico, unir uma classe que anda dispersa e gerar sinergias com outras associações profissionais. Estes são alguns dos objetivos da Associação dos Músicos de Portugal (AMP), que nasceu nas redes sociais por iniciativa de seis músicos a 14 de março e que já conta com mais de quatro mil associados.

Em curso está a legalização da associação, bem como a formalização dos estatutos e da estrutura. "Não avançámos logo porque o mais importante era salvaguardar a saúde das pessoas, mas agora chegou a hora de tratar da saúde da música", diz ao CM Miguel Gameiro que com Boss AC, Marisa Liz, Nelson Rosado, Pedro Fernandes Martins e Tiago Pais Dias iniciou o movimento.

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"Tenho 25 anos de música e não percebo como não existe uma associação que nos represente", avança o músico, que lembra a crise profunda em que a classe caiu por conta da pandemia e pede urgência na criação do estatuto de músico. "Parece que andamos todos a deambular sem um enquadramento legal". A associação apartidária promete agregar músicos, autores e instrumentistas sem olhar a géneros, estilos ou mediatismo.

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