Estado fica com espólio de Maria Keil
São cerca de 2 mil peças de desenho, pintura, azulejo, ilustração, mobiliário e tapeçaria.
Maria Keil (1914-2012) é uma referência obrigatória quando se fala da história do grafismo e da ilustração em Portugal. Foi pintora, ilustradora, decoradora, designer, ceramista, cenógrafa, figurinista e autora de algumas das mais importantes composições de azulejos produzidas em Portugal durante o século XX.
Agora, o Ministério da Cultura (MC) assinou um protocolo com o filho da artista, Francisco Keil do Amaral, para fazer um inventário das obras que integram o seu espólio, composto por cerca de 2 mil peças que atravessam toda a sua carreira nas várias áreas - desenho, pintura, azulejo, ilustração, mobiliário e tapeçaria. Após o exaustivo trabalho de inventário, que será complementado com o estudo, investigação, conservação e interpretação do legado de Maria Keil (inclui ainda documentação de arquivo e correspondência), a obra da artista será finalmente depositada numa instituição museológica nacional da Direção-Geral do Património Cultural - o MC ainda não divulgou qual - e dada a conhecer ao público.
Maria Keil nasceu em Silves, no Algarve, e frequentou o curso de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa. Em 1933 casou com o arquiteto Francisco Keil do Amaral, responsável pela decoração do Pavilhão Português da Exposição Internacional de Paris, em 1937.
A artista ilustrou numerosas obras, nomeadamente livros para crianças, e foi autora dos painéis de azulejos que decoraram as primeiras estações do metropolitano de Lisboa.
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