Festival Música em Leiria resiste ao mau tempo para celebrar 80 anos do Orfeão

Evento mantém a programação prevista e alterou apenas alguns espaços que ficaram com marcas das tempestades.

20 de fevereiro de 2026 às 09:00
Orfeão de Leiria Foto: Orfeão de Leiria via Rede social X
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A 44.ª edição do festival Música em Leiria arranca em 07 de março com 18 espetáculos que celebram os 80 anos do Orfeão de Leiria e que procuram recuperar a normalidade numa região afetada pelo mau tempo.

O histórico festival de Leiria resistiu e manteve a programação prevista, alterando apenas alguns espaços que ficaram com marcas das tempestades.

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"Devido aos recentes acontecimentos em Leiria e na região houve necessidade de fazer ajustes em alguns locais. Independentemente do que aconteceu, o festival vai arrancar no dia 07 de março e irá ter a programação prevista praticamente na sua totalidade", explicou à agência Lusa o diretor artístico do Música em Leiria.

Segundo António Vassalo Lourenço, "infelizmente, alguns locais, nomeadamente igrejas, ficaram bastante danificados e não é possível realizar lá os concertos que estavam previstos".

É o caso, por exemplo, do "Stabat Mater", de Rossini, que o Coro e Orquestra da Universidade de Aveiro iam levar ao Mosteiro da Batalha.

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"Devido aos acontecimentos, não será possível fazer lá", passando para a Igreja dos Franciscanos, em Leiria.

Dois dos concertos do 4.º Ciclo de Órgão também foram alterados, devido a estragos na Sé de Leiria e, principalmente, no Santuário Nossa Senhora da Encarnação.

Na edição que celebra os 80 anos da instituição que organiza o festival, "a programação teve o cuidado de incluir alunos, ex-alunos, projetos do próprio Orfeão", notou António Vassalo Lourenço.

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O diretor artístico reconheceu que "os tempos não estão fáceis para Leiria e para a região", mas disse esperar que o festival "tenha o êxito dos últimos anos".

"A cultura tem também esta função - quase direi esta obrigação - de tentar trazer as pessoas à sua vida normal. É uma forma de mostrar que as sociedades estão vivas e recuperam", sublinhou.

O festival abre no dia 07 de março, no Teatro José Lúcio da Silva, com o quarteto de saxofones francês Les DéSaXés, que une o virtuosismo à performance teatral e humorística, numa "forma de desconstruir a música clássica com muita qualidade musical e interpretativa".

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A restante programação estende-se até 23 de abril.

O concerto de encerramento é da Orquestra Filarmonia das Beiras, com o pianista Raúl Peixoto da Costa e direção de Jan Wierzba.

Pelo meio, atua em Leiria em 03 de abril a Orquestra XXI, sob a direção do maestro Dinis Sousa, num diálogo sinfónico entre Bach e Mendelssohn, e há propostas de música de câmara e sacra, com Ahora Quintet, num programa dedicado a Schubert, e do ensemble Arte Mínima.

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Fora de Leiria, anuncia-se "Requiem for the Living", de Dan Forrest, na Igreja de S. Pedro, em Porto de Mós, pelo Coro e Ensemble Instrumental do Orfeão de Leiria.

Na área do jazz, em 10 de abril o Teatro José Lúcio da Silva recebe a Orquestra Jazz de Espinho, com convidados norte-americanos: o saxofonista Seamus Blake e o trompetista Hermon Mehari.

De Espanha viaja Pangea, projeto de Abraham Cupeiro, que comanda uma viagem sonora pelas civilizações antigas, unindo instrumentos ancestrais à sonoridade do Orfeão de Leiria e da Banda Ilhense.

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Esta 44.ª edição do festival recebe a estreia do Cápsula - Núcleo de Dança do Orfeão de Leiria e revela novos autores na CRIA - Mostra de Novas Criações.

Paralelamente, decorre até ao final do ano "À margem", programação que inclui o Ciclo de Órgão de Leiria, os Dias do Jazz, Concertos Didáticos e uma gala de ópera que celebra os 80 anos da instituição.

O Ciclo de Órgão arranca em 14 de março, com o Trio Ad-HOC na Igreja dos Franciscanos, em Leiria.

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Depois, a italiana Ilária Centorrino atua no Santuário de Fátima em 15 de março e Daniel Oliveira e o coro da Academia de Santa Cecília vão à Igreja do Pópulo, nas Caldas da Rainha, em 22 de março.

O organista Ricardo Toste e a soprano Eva Grava Simões atuam no mesmo espaço em 25 de março, faltando reagendar um dos concertos do ciclo.

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