Filme gay abre a competição
A secção competitiva abriu ontem no Festival de Cannes com vitalidade. É o cinema de autor de qualidade a combater a crise. ‘Spring Fever’ será a primeira obra assumidamente gay de um cineasta chinês. Depois de vários filmes a abordar termas sociais de Xangai, Lou Ye embrenha o espectador numa trama complexa, em que o relacionamento homossexual de dois homens é afectado pela relação que um mantém com a sua mulher.
Apesar de bastante diverso na abordagem, ‘Fish Tank’, da britânica Andrea Arnold combina também a pulsão da juventude de uma rebelde rapper (a fantástica ‘Katie Jarvis’) com a curiosidade romântica sentida pelo companheiro da mãe dela (Michael Fassbender). Num estilo próximo dos irmãos Dardenne, mas com inegável mérito.
Já a secção ‘Un Certain Regard’ surpreendeu com um fascinante filme iraniano. ‘Nobody Knows About The Persian Cats’ é uma espécie de grito para o Ocidente, em que se mostra a vitalidade da cena musical independente de Teerão. Fascinantes o som e a paisagem social. Bom-gosto musical: de Arctic Monkeys a Sigur Rós.
Por fim, a abrir a Quinzena dos Realizadores, ‘Tetro’, de Francis Ford Coppola, foi aplaudido de pé.
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