Filme multipremiado chega às salas de cinema

'Fogo do Vento', de Marta Mateus, foi considerado pela revista 'The New Yorker' "um dos 20 melhores filmes do ano".

18 de maio de 2026 às 01:30
'Fogo do Vento' é um filme multipremiado de Marta Mateus Foto: Direitos Reservados
Obra estreia-se nas salas no dia 21 de maio Foto: Direitos Reservados
Obra foi rodada com atores não profissionais Foto: Direitos Reservados
Paisagens alentejanas misturam-se com contos e poesia popular Foto: Direitos Reservados

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Chega às salas nesta semana a obra de Marta Mateus que a revista norte-americana The New Yorker considerou “um dos 20 melhores filmes feitos em 2025”.

Ao longo de pouco mais de uma hora, passam pelo ecrã imagens de um Alentejo onde trabalhadores das vindimas partilham tarefas e preocupações. Um touro à solta obriga-os a subir às árvores e é durante essa paragem que se desfiam memórias de um tempo que passou.

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A realizadora diz que entre a pesquisa, a escrita e quatro anos de rodagem, passaram sete anos. Um investimento recompensado: o filme recebeu os prémios FIPRESCI no Festival de Gijón (Espanha); Melhor Primeiro Filme no Festival de Busto Arsizio (Itália); Prémio Especial do Júri no Avant-Garde Film Festival de Atenas (Grécia); Melhor Realização no Festival Caminhos do Cinema Português e o Grand Jury Prize no Most – Festival Internacional de Cinema del Vi (Catalunha).

A criadora conta que fez este trabalho como homenagem às gentes do Alentejo, “que tanto têm para dizer”, e como “apelo a que nos reencontremos uns com os outros, recuperando o sentido de comunidade”.

À beleza das paisagens junta-se um texto que a própria foi registando a partir das conversas com os atores (todos não profissionais), sobretudo com “a incrível Maria Catarina, uma octogenária analfabeta que é uma fonte inesgotável de histórias”. “O resto dos diálogos são uma espécie de colagem de contos e poesia popular cuja origem já perdi mas que resulta numa sequência de frases que parecem bíblicas”, nota.

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Agora só falta que o público adira. A entusiástica receção internacional não significa aceitação dentro de portas. “Há uma espécie de aversão ao cinema português e cada vez menos salas disponíveis”, admite. “Era bom termos, como em França, quotas para o cinema nacional...”

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