Governo lamenta morte de João Canijo, "figura maior do cinema português contemporâneo"

Cineasta tinha 68 anos. Foi encontrado morto em casa na quinta-feira.

30 de janeiro de 2026 às 09:27
João Canijo Foto: Pool/Getty
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O Governo, através da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, lamentou hoje "com profundo pesar" a morte, na quinta-feira, do cineasta João Canijo, que descreve como "figura maior do cinema português contemporâneo".

Em comunicado, o realizador é descrito como "figura maior do cinema português contemporâneo, com uma obra que tem tanto rigor formal como intensidade emocional", destacando-se ser "especialmente sensível a captar dinâmicas familiares e personagens femininas".

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"A morte inesperada de João Canijo representa uma perda irreparável para a cultura portuguesa. A sua obra - intensa, realista, exigente e profundamente humanista - deixa um legado que nos merece todo o respeito e admiração", lê-se ainda.

João Canijo, que completou 68 anos em dezembro passado, estava a finalizar o mais recente projeto de cinema, o filme "Encenação", assim como a filmagem, há cerca de duas semanas, de uma peça de teatro com ele relacionada.

João Manuel Altavilla Canijo nasceu em 1957 no Porto, onde frequentou o curso de História na Faculdade de Letras entre 1978 e 1980, tendo descoberto a paixão pelo cinema logo de seguida.

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No meio iniciou-se como assistente de realização de Manoel de Oliveira, Wim Wenders, Alain Tanner e Werner Schroeter, entre outros, como recordavam os autores de uma entrevista feita para o projeto "Novas & velhas tendências no cinema português contemporâneo" da Escola Superior de Teatro e Cinema publicada em 2011.

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