Homem-Aranha dança em Ibiza
Nas principais discotecas de Ibiza encontra-se um português vestido de Homem--Aranha, que faz loucas performances ao som da música de Boy George, de Alex P. ou do ex-Prodigy Leeroy Thornhill. Influenciado pela vanguarda nova-iorquina e pelo jeito de Iggy Pop, desde 2001 que todos o conhecem na "república independente de Ibiza", apontando-o como exemplo "do espírito de liberdade total".<br/><br/>
Com o inseparável fato de Homem-Aranha, Paulo Eno, português de Coimbra, é o protótipo da existência elevada aos limites. Por regra, não ingere nada que seja prejudicial ao organismo para sustentar dez horas de dança seguidas. No entanto, "não por necessidade mas pelo meio em si, tomo uns shots, oito ou nove Red Bulls diários, três litros de Coca-Cola e, como a cocaína me é oferecida em festas privadas, tomo uma ou outra substância aditiva".
Nas paredes de sua casa, posters das suas performances e quadros com cartas assinadas por Álvaro Cunhal realçam "as firmes convicções e espírito batalhador" deste "artista revolucionário", que se apresentou em palcos míticos como o CBGB, de Nova Iorque.
"A minha maior proeza é ter um filho que adoro e o meu grande sonho é que um dia me dê uma descarga eléctrica", confessa Paulo Eno. Como? "Era uma grande honra morrer a dançar."
PERFIL
Paulo Jorge Marques, conhecido como Paulo Eno, nasceu em Coimbra no ano de 1960. Em 1985 fundou o projecto Objectos Perdidos e em 1996 editou o disco ‘77 Revolution Rock’, como vocalista dos 77. É licenciado em História da Arte.
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