Irão impede viagem de cineasta a Berlim
Impedido pelo regime de Teerão de viajar para a Alemanha e ocupar o seu lugar como júri no Festival de Berlim, o realizador iraniano Jafar Panahi endereçou uma carta-aberta ao festival onde refere que tem sido "impedido de fazer filmes durante os últimos cinco anos" e que foi "oficialmente impedido deste seu direito por mais 20 anos".
Resta-lhe, como referiu na carta-aberta lida na sexta-feira em Berlim: "Fazer filmes com a minha imaginação."
O Festival de Berlim presta homenagem ao cineasta que se encontra em prisão domiciliária por ter filmado manifestações contra o regime de Ahmadinejad exibindo cinco dos seus filmes nas diferentes secções da Berlinale.
Recessão económica inspira filme
Um 'cast' de luxo dá corpo a 'Margin Call', filme escolhido para abrir a secção competitva do Festival de Berlim, narrando o dia em que estalou a crise em Wall Street e em que a palavra despedimento foi banalizada.
Kevin Spacey, Paul Bettany, Jeremy Irons, Zachary Quinto e Demi Moore são dirigidos com eficácia pelo jovem JC Chandor, que se estreia no grande formato.
'Margin Call' é um bom filme. Nem que seja por ser uma eficaz dramatização das 24 horas em que um dos maiores bancos americanos de investimentos (referência velada ao Lehman Brothers) entra em bancarrota e arrasta o Mundo para a recessão que todos conhecemos.
Sai-se bem um realizador que apenas tinha feito publicidade, documentários, telediscos e curtas-metragens.
De um filme de homens passamos para a memória tocante de 'El Premio', o filme biográfico de desconcertante beleza e inocência da argentina Paula Markovitch.
Aí se revive o tempo em que viveu com a mãe numa cabana de praia para fugir das perseguições do regime militar argentino.
A jovem actriz Paula Galinelli Hertzog inunda o ecrã pela forma como lida com uma perigosa inocência.
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