Jorge Vadio reage à absolvição de Rui Veloso: "Não deixarei de lutar pelos meus direitos... a justiça não foi feita"
Defesa do músico de Mafra tem de apresentar recurso até ao início de outubro.
Conhecido o acórdão do tribunal que ilibou Rui Veloso do processo de indemnização de quase um milhão de euros que lhe tinha sido movido pelo músico Jorge Vadio, o caso ainda está longe de terminar. É que o músico de Mafra, que acusa mesmo o "pai" do rock português de lhe ter "sabotado intencionalmente" a carreira, não se conforma com a decisão e já está a trabalhar no recurso.
"Aceito a decisão da Senhora Juíza, enquanto procuro assimilar tudo o que aconteceu neste processo. No entanto, não deixarei de lutar pelos meus direitos", afirma Jorge Vadio ao CM. "O próprio acórdão reconhece que não agi de má-fé ao intentar esta ação contra o arguido. Durante o processo, o arguido afirmou repetidamente não se recordar dos factos, limitando-se a reconhecer, apenas em audiência, que as assinaturas constantes dos documentos eram suas", diz. "Respeito a decisão do tribunal, mas mantenho a convicção de que, neste caso, a justiça não foi feita. Por isso, irei recorrer da decisão, confiando que uma instância superior reaprecie os factos e a prova produzida", remata.
No recurso, que terá que ser apresentado até ao início de Outubro, a defesa de Jorge Vadio vai agora pegar na prova gravada de todos os depoimentos e impugnar a apreciação que foi feita em função do que foi dito. Para isso está já a trabalhar na transcrição de todos os depoimentos gravados. O CM tentou obter uma reação de Rui Veloso mas sem sucesso.
De recordar que em causa no processo, estava uma relação contratual celebrada por Jorge Vadio com Rui Veloso para edição discográfica, representação, promoção e realização de concertos e que, de acordo com o músico, não terá decorrido conforme o estipulado.
Na ação contra Rui Veloso e que o CM revelou em primeira mão, Vadio reclamava 903.745 mil euros por danos de natureza patrimonial e um valor nunca inferior a 50.000 euros por danos de natureza não patrimonial, num total de 953.745 euros. O caso começou a ser julgado no início de fevereiro no Tribunal da Propriedade intelectual, no Palácio da Justiça, em Lisboa. Para além de Jorge Vadio, foram ouvidos Rui Veloso assim como várias testemunhas de ambas as partes, entre elas Manuel Moura dos Santos (do lado de Rui Veloso) e José Cid (do lado de Jorge Vadio).
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