Líder do PS lamenta morte de António Chainho, um dos "grandes mestres" que deixa "marca indelével"

"A morte de António Chainho deixa de luto a música e a Cultura portuguesa", declarou José Luís Carneiro numa publicação nas redes sociais.

27 de janeiro de 2026 às 13:42
António Chainho morreu esta terça-feira, no dia em que fez 88 anos Foto: Manuel Azevedo
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O secretário-geral do PS lamentou esta terça-feira a morte de António Chainho, um dos "grandes mestres da guitarra portuguesa", que deixa "uma marca indelével", considerando que com esta perda fica de "luto a música e a cultura portuguesa".

"A morte de António Chainho deixa de luto a música e a Cultura portuguesa", declarou José Luís Carneiro numa publicação nas redes sociais.

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Segundo o líder socialista, Chainho "foi dos grandes mestres da guitarra portuguesa e o seu talento marcou a música portuguesa das últimas décadas, em nome próprio ou acompanhando as maiores figuras do fado".

"Deixa-nos uma marca indelével e a sua obra merece continuar a ser ouvida pelas gerações futuras", enaltece.

Carneiro apresenta as mais sentidas condolências à família e aos amigos.

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O músico e compositor António Chainho morreu hoje na sua residência em Alfragide, nos arredores de Lisboa, no dia em que completaria 88 anos, disse à Lusa o seu agente artístico.

O "mestre da guitarra portuguesa", como era referido pela crítica especializada internacional, encerrou a carreira de 60 anos em setembro de 2024, tendo nesse ano editado o derradeiro álbum, "O Abraço da Guitarra", no qual homenageou os que através da rádio foram os seus mestres.

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António Chainho nasceu em S. Francisco da Serra, no concelho de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, a 27 de janeiro de 1938, e começou a tocar no meio fadista na década de 1960.

A carreira de António Chainho conta com sete álbuns editados em nome próprio e um DVD, "Ao vivo no CCB", e a partilha de interpretações com nomes como Fernando Alvim, que foi viola de Carlos Paredes durante mais de 25 anos, Gal Costa, Fafá de Belém, María Dolores Pradera, José Carreras, Adriana Calcanhotto, Saki Kubota, Elba Ramalho, Sonia Shirsat, Remo Fernandes, Hélder Moutinho, Rui Veloso, Paulo de Carvalho e Nina Miranda, entre outros.

Em 2022, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou António Chainho com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, que distingue os que prestaram "serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores".

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