LISBOA JÁ TEM CENTRO DE ARTES

Com um investimento (privado) no valor de um milhão e duzentos mil euros, abriu ontem na Graça, o CAL - Centro de Artes de Lisboa, um projecto da bailarina e performer Adriana Queiroz, de 38 anos.

09 de novembro de 2002 às 00:00
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A cerimónia de inauguração, contudo, teve lugar quarta-feira, com um espectáculo de fragmentos da próxima criação da Companhia Olga Roriz – “Jump-up-and-kiss-me”, que contou com a presença do Ministro da Cultura, Pedro Roseta.

Em declarações ao CM, Adriana Queiroz lembrou que a ideia do CAL nasceu há cinco anos, quando saiu do Ballet Gulbenkian e verificou a ausência de locais em Lisboa onde se pudesse reciclar. “Queria continuar a minha carreira, dedicar--me ao teatro, desenvolver e aprofundar a técnica de representação e foi nessa ocasião que tive a ideia de elaborar este projecto megalómano, que, por isso, esteve na gaveta três anos”, contou-nos.

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Há dois anos, decidiu aventurar-se: reuniu um grupo de profissionais, encontrou o armazém que o pai comprou, a mãe financiou as obras e assim Adriana abre um local de encontro de profissionais das artes, que pretende rentabilizar com o aluguer de estúdios ou da sala polivalente, já que o CAL não tem qualquer apoio estatal.

“Os profissionais das artes do palco de que falo são actores, músicos, cantores, bailarinos, mas também argumentistas e realizadores, que aqui podem testar alguma cena”, disse a directora do CAL, que conta com ‘ateliers’ especializados de e para profissionais.

ACTIVIDADES REGULARES

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Destinado a profissionais das artes do espectáculo, alunos das escolas artísticas superiores ou profissionais e a grupos de teatro universitário, o CAL conta, nos seus 890 metros quadrados, com um centro diurno e um outro nocturno.

No primeiro funcionam diversas actividades regulares, como canto lírico, análise musical, iniciação ao ballet, Tai-chi-chuan, entre outras. Este espaço é composto por cinco estúdios insonorizados, dois dos quais trabalhados acusticamente.

Na sala polivalente, que constitui o centro nocturno, é possível a montagem de vários espectáculos. Trata-se de um espaço alternativo aberto a todos os profissionais da representação, mas que também se encontra aberto a outro tipo de eventos como sejam conferências ou seminários. Neste espaço estreará em breve uma peça de teatro.

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