Madre Teresa de Calcutá: a fanática rebelde
Filme da macedónia Teona Strugar Mitevska chega nesta semana às salas. Noomi Rapace é a protagonista.
Quando lhe pediram que falasse do seu filme, ‘Teresa – A Madre de Calcutá’, a realizadora macedónia Teona Strugar Mitevska disse acreditar ter feito uma obra de ‘punk rock’, o retrato “ambicioso e humano de uma pessoa real e não de um ícone da santidade”. Os críticos dão-lhe razão: Madre Teresa – interpretada por Noomi Rapace no filme que estreia, esta quinta-feira, nas salas – é tudo menos o ser bondoso que nos habituámos a venerar. É, antes, uma mulher fanática, que olha para a cidade de Calcutá e vê um rebanho de pobres que pode atrair para a religião católica.
A ação do filme reduz-se a uma semana na vida desta freira que, aos 37 anos, abandona com estrondo o seu convento para fundar a sua própria ordem religiosa, onde possa dar ordens sem ser contrariada por homens. “Uma espécie de general a conduzir um exército de mulheres”, como também explicou a cineasta, que garante não ter interesse algum pela santa em que Madre Teresa se viria a transformar, mas antes pela rebelde, ao género de Robin Hood. Teona Strugar Mitevska, que já tinha feito um documentário sobre a figura história, usou o material dessa pesquisa, incluindo entrevistas realizadas às irmãs da ordem criada por Madre Teresa, as Missionárias da Caridade. Algum fundo de verdade deve ter.
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