Mário Laginha lança ‘Jangada’ com dois velhos amigos

Pianista volta a gravar com os músicos Bernardo Moreira e Alexandre Frazão.

28 de fevereiro de 2022 às 14:41
DISCO COMEÇOU A SER FEITO ANTES DE 2020 E TERMINADO NA PANDEMIA Foto: Tiago Fezas Vital
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Imaginemos uma jangada sonora, em que cada tronco representa um estilo musical: o jazz, a música portuguesa, a clássica, a brasileira ou a africana. É assim ‘Jangada’, o novo disco do projeto Mário Laginha Trio, com o qual o pianista regressa às edições na companhia de dois velhos companheiros, Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

O álbum, o terceiro deste trajeto a três, é o resultado da “cumplicidade de três pessoas que tocam juntas há muitos anos, que se conhecem muito bem pessoal e musicalmente”, começa por dizer ao CM Mário Laginha. “O Bernardo conheci-o no final dos anos 1980, quando apareceram os irmãos Moreira. Eram uns miúdos que tocavam e conheciam muito bem o jazz tradicional, melhor do que eu. Uns anos depois convidei-o para tocar comigo. Já o Alex conheci-o um pouco depois, em 1992. Ouvi-o tocar uma vez e convidei-o. Começámos a tocar juntos, até hoje.”

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Com onze novos temas, ‘Jangada’ começou a ser feito antes de 2020 e terminado já no decorrer da pandemia. “Foi o menos mal deste período que deu para tocar e compor sem a pressão dos prazos”, diz Laginha, que só em 2020 adiou mais de 50 concertos.

Cem por cento instrumental, ‘Jangada’ nasceu todo ele da mente criativa de Laginha. “Quando não existe voz nem texto vamos sempre a terrenos mais abstratos, sendo que cada pessoa pode imaginar a história que quiser porque qualquer uma é legítima. Esse é o lado apaixonante da música instrumental.”

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