Maureen Fazendeiro: "Mesmo sem prémios continuarei a fazer filmes"

'As Estações' está em exibição nas salas de cinema.

29 de novembro de 2025 às 21:02
A realizadora Maureen Fazendeiro Foto: Vincent Courtois
'As Estações' de Maureen Fazendeiro Foto: Direitos Reservados
'As Estações' de Maureen Fazendeiro Foto: Direitos Reservados
'As Estações' de Maureen Fazendeiro Foto: Direitos Reservados
'As Estações' de Maureen Fazendeiro Foto: Direitos Reservados
'As Estações' de Maureen Fazendeiro Foto: Direitos Reservados
'As Estações' de Maureen Fazendeiro Foto: Direitos Reservados

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Foi um artigo de jornal que suscitou na realizadora portuguesa Maureen Fazendeiro o desejo de rodar ‘As Estações’, filme em exibição nas salas portuguesas e que a própria criadora define como um exemplo de “cinema-arqueologia”. Nesse artigo, falava-se sobre Georg Leisner e a mulher, Vera Leisner, um casal de arqueólogos alemães que se instalaram no Alentejo, Portugal, na década de 30 do século XX, para estudar o megalitismo. “O arquivo dos Leisner foi tornado público e apeteceu-me ir ao Alentejo, onde nunca tinha ido, tentar descobrir essa região com os meus próprios olhos”, contou Maureen Fazendeiro ao CM. Aí recolheu, além de imagens, histórias antigas de uma terra que é pródiga em lendas. “No terreno recolhi também testemunhos de gente que viveu antes do 25 de Abril, que achei que seria importante partilhar com os espectadores”, sublinha a realizadora, que juntou tudo (incluindo a leitura da correspondência dos Leisner), numa obra que lhe levou dez anos a concluir.

Estreada no Festival de Locarno, na Suíça, e já com vários prémios acumulados no currículo – entre os quais o Prémio do Público do DocLisboa – ‘As Estações’ tem tido muito boa recetividade por parte da crítica, o que satisfaz Maureen Fazendeiro. “Os prémios são importantes porque são prova de reconhecimento do nosso trabalho, mas mesmo sem prémios continuarei a fazer filmes”, garante, acrescentando que gostaria que esta sua obra “ajudasse a repensar a História do País”. “É preciso não esquecer o que era Portugal antes de 1974, e infelizmente acho que se está a caminhar no sentido do esquecimento…”

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