Meia centena de filmes em dez cidades do País
Estreia de nova adaptação de ‘O Conde de Monte Cristo’.
É o mais antigo festival de cinema organizado em Portugal por um país estrangeiro. Para assinalar a 25.ª edição, que decorre até 30 de novembro, a Embaixada de França abriu, pela primeira vez, as portas do Palácio de Santos a artistas e políticos portugueses e franceses.
O ciclo de meia centena de filmes - que inclui os mais recentes com Isabelle Huppert ou a estreia de ‘Maria Schneider’, sobre a atriz que participou em ‘O último tango em Paris’ - abriu com a antestreia da mais recente adaptação de uma obra de Dumas. Trata-se de ‘O Conde de Monte Cristo’, de Alexandre de La Patellière e Mathieu Delaporte, que abriu este ano o festival de Cannes.
Do programa destacam-se ainda uma homenagem a Charles Aznavour, com ‘Aznavour por Charles’, e a estreia de ‘Os indesejáveis’, com a presença do realizador francês, originário do Mali, Ladj Ly, e do ator Alexis Manenti.
O filme aborda a crise da habitação, problema social “comum a Portugal e França” e que também está na génese “do crescimento dos extremismos, que importa combater”, refere.
Hélène Farnaud-Defromont, que está em Portugal desde 2022, salienta o aumento dos espectadores da Festa do Cinema Francês - “muitos jovens portugueses” - que acompanha um outro fenómeno, o do aumento do número de franceses radicados em Portugal, “sobretudo em Lisboa, Porto e Algarve”.
A diplomata diz que estarão a residir em Portugal entre 50 e 60 mil franceses. “Muitos deles estiveram a trabalhar noutros países, como por exemplo nos EUA, em Silicon Valley, e no regresso optam por fixar residência em Portugal”.
A festa estende-se, como é hábito, também a Almada, Coimbra, Oeiras, Porto, Lagos, Leiria, Setúbal, Beja e São Bartolomeu de Messines. Em novembro, e numa parceria com a Cinemateca, decorre a retrospetiva integral da obra do documentarista Chris Marker (1921-2012).
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