Morreu Alain Resnais, criador de 'Hiroshima, Meu Amor'

<p align="justify" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt">Tinha 91 anos e 68 deles dedicados ao cinema. O realizador francês Alain Resnais, que continuava a trabalhar a partir da cama do hospital onde estava internado desde há uma semana, em Paris, morreu sábado, rodeado por família e amigos.

02 de março de 2014 às 11:14
Cultura, óbito, morreu, Alain Resnais, cineasta, francês, 'Hiroshima, Meu Amor' Foto: AFP
Partilhar

No mês passado, já não conseguiu deslocar-se ao Festival de Cinema de Berlim, que decorreu de 6 a 16 de fevereiro na Alemanha e onde o seu último filme, ‘Aimer, Boire et Chanter’, participou na competição oficial.

O Mundo diz adeus a um criador que experimentou como poucos e que se soube reinventar a cada passo.

Pub

Nascido a 3 de junho de 1922, em Vannes, França, era uma criança asmática e por isso não foi à escola, tendo aulas em casa. Revelar-se-ia um leitor ávido e, desde muito cedo, desenvolveu grande interesse pelas artes.

Depois de ir ao teatro, decidiu que ia ser ator, mas aos 12 anos os pais ofereceram-lhe uma câmara de filmar e Resnais nunca mais deixou de ver a vida senão através das lentes.

Depois dos dez primeiros anos – em que fez documentários (muitos deles premiados) – a sua primeira longa-metragem é ‘Hiroshima, Meu Amor’, em que colaborou com Marguerite Duras como argumentista.

Pub

Associado à Nouvelle Vague e à Rive Gauche, teve uma fase política nos anos 60 (‘Muriel ou o Tempo do Regresso’, ‘A Guerra Acabou’), experimentou a ficção científica, assinou o inovador ‘O Meu Tio da América’ e o marcante ‘Providence’ antes de começar a misturar cinema com música e teatro (‘Fumar/Não Fumar’, ‘Não nos Lábios’).

Resnais deixa viúva a atriz Sabine Azéma, de 64 anos, sua segunda mulher.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar