Museu Etnográfico da Madeira com mais visitantes
Inaugurado em 1996, o Museu Etnográfico da Madeira ocupa um edifício do século XVIII.
O Museu Etnográfico da Madeira registou, em 2014, um aumento de três mil visitantes, a maior parte madeirenses, movidos por um crescente interesse pelas tradições regionais e atraídos pelas atividades temporárias que a instituição promove.
"Enquanto os outros museus terão o que qualquer museu tem, este tem exatamente aquilo que nos identifica. É a cultura dos nossos antepassados que se procura traduzir aqui", disse à agência Lusa Lídia Góes Ferreira, diretora do museu, situado na vila da Ribeira Brava, zona oeste da Madeira.
Inaugurado em 1996, o Museu Etnográfico da Madeira ocupa um edifício do século XVIII, que era casa solarenga de gente rica e, depois, no século XIX, foi transformado em unidade industrial, com a instalação de um engenho de cana-de-açúcar e dois moinhos para cereais. Entretanto, caiu no abandono, vindo a ser recuperado pelo governo regional na década de 1990.
A exposição permanente contempla alguns dos ciclos produtivos/extrativos que marcaram o povo madeirense: a pesca, o linho, os cereais e a vitivinicultura. Ao mesmo tempo, apresenta a reconstituição de uma mercearia tradicional e de dois espaços domésticos (uma cozinha e um quarto de dormir, com todos os objetos típicos das casas madeirenses abastadas do século XIX).
O museu tem vindo a enriquecer o acervo ao longo dos anos, mas, durante um certo período, viu-se forçado a travar a política de aquisições por falta de espaço.
"A coleção começou a crescer e ficámos condicionados, mas agora dispomos de um novo espaço de reservas", explicou Lídia Góes Ferreira, realçando que até são feitas doações particulares, pois "começa-se a ver a etnografia como algo de valor".
Inicialmente, o número de visitantes estrangeiros era diminuto, já que os circuitos turísticos habituais apontam para uma paragem de apenas 15 minutos na Ribeira Brava.
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