Ney Matogrosso em destaque no Festival Queer Lisboa: Ditadura, extravagância, amores e sexo

Evento decorre entre os dias 19 e 27 de setembro no cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, com uma vasta programação sobre a temática LGBTQIA+.

31 de julho de 2025 às 01:30
Ney Matogrosso, hoje com 83 anos, continua a ser um dos artistas mais carismáticos do Brasil Foto: Direitos Reservados
Ney Matogrosso Foto: Direitos reservados
Ney Matogrosso Foto: João Miguel Rodrigues
Ney Matogrosso Foto: Raquel Wise
Ney Matogrosso Foto: d.r.

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O músico brasileiro Ney Matogrosso vai ser um dos nomes em destaque na edição deste ano do Festival Queer Lisboa, entre os dias 19 e 27 de setembro. Para ver, por exemplo, está o filme ‘Homem com H’, que não deixa nada por contar sobre a vida de um dos mais carismáticos e respeitados artistas brasileiros. Ney, hoje com 83 anos, fez apenas uma exigência, que “tudo o que fosse contado, fosse verdade”.

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Realizado por Esmir Filho, “Homem com H’, aborda a relação de Ney com o pai (um militar rígido), a sua ascensão em ditadura e os seus amores e afetos, incluindo a sua relação com o também músico Cazuza. “Fui completamente apaixonado, mas era difícil conviver com os dois Cazuzas que havia nele. No lado público, mostrava-se agressivo, louco, bêbado e cheirava muito pó. Já na intimidade, era o oposto. Foi uma das pessoas mais encantadoras que conheci”, chegou a dizer Ney Matogrosso em entrevista. O filme conta também com várias cenas de sexo, incluindo uma orgia, gravada sem cortes, em que se vê Ney com a namorada da altura com vários homens e mulheres. “Naquela altura era assim, não tinha homem nem mulher, tinha corpos, desejo e atração”.

Ater lugar no cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, a programação da 29.ª edição do Queer Lisboa exibirá ainda ‘Tese Sobre uma Domesticação’, do argentino Javier van de Couter, protagonizado pela escritora trans Camila Sosa Villada; o documentário italiano ‘My Boyfriend el Fascista’, no qual o realizador Matthias Lintner aborda a relação com o namorado, Sadiel Gonzalez e ‘Peter Hujar’s Day’, filme intimista de Ira Sachs a partir do livro homónimo de Linda Rosenkrantz. Este ano, o evento dedica uma retrospetiva ao cineasta Lionel Soukaz, “ativista e figura central e pioneira do movimento LGBTQIA+ em França” que morreu em fevereiro, aos 71 anos.

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