Nos Alive: Oito palcos e 120 artistas em três dias de festa
No ano da maioridade, festival começa esta quinta-feira com Nick Cave. Sexta-feira há Foo Fighters e sábado o regresso dos Buraka Som Sistema.
São mais de 120 artistas distribuídos por oito palcos ao longo de três dias. São centenas de horas de programação que se iniciam pelas 15h00 e se estendem para lá das duas da madrugada. O Nos Alive está hoje de volta ao passeio Marítimo de Algés para a sua 18.ª edição e com ele alguns dos maiores nomes da música nacional e internacional. Este ano há duas grandes novidades, o regresso aos palcos dos Buraka Som Sistema e a estreia do Palco Literário. “Estamos a transformar-nos cada vez mais num festival cultural”, diz ao CM Álvaro Covões, da Everything Is New. “Num momento em que os hábitos culturais dos portugueses são os mais baixos da Europa, é importante incentivarmos o consumo da leitura e tenho grande expectativa para ver a reação a este palco.”
Com capacidade para 56 mil pessoas por dia, o Nos Alive recebe hoje, entre outros, Nick Cave e Twenty One Pilots, amanhã Wolf Alice e Foo Fighters, e no sábado Florence + The Machine e Buraka Som Sistema (ver caixa). Embora as contas ainda não estejam fechadas, o Nos Alive - que continua a ter “um cunho muito português” de que são bom exemplo os palcos Fado e Comédia - volta a contar com uma forte percentagem de público estrangeiro, entre os 15 e os 20%, sendo que, à semelhança dos anos anteriores, a grande maioria serão britânicos e espanhóis.
Recusando a ideia de que em ano de Rock in Rio Lisboa a venda de bilhetes seja afetada, o promotor reconhece que Portugal continua a sofrer de uma enorme falta de poder de compra. “Há 31 anos que faço festivais e o problema é sempre o mesmo, há muitos portugueses que não têm capacidade para ir a um festival.”
Uma vez mais, festival deverá receber entre 15 e 20 por cento de público estrangeiro
Buraka quebram hiato de dez anos
A quebrar um hiato de dez anos, os Buraka Som Sistema regressam sábado aos palcos. “Foram necessários uns anos de conversa com eles, mas ficamos muito orgulhosos que tenham escolhido o Nos Alive”, diz Álvaro Covões, que considera este um dos momentos mais emocionantes da história do evento, só comparável ao “regresso dos Da Weasel e de Zé Pedro aos palcos após o transplante”.
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