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Motorista confessa troca de pedais em tragédia com autocarro em Agualva-Cacém

Mulher de 28 anos é motorista há vários anos. Admitiu a falha no primeiro depoimento à PSP.

08 de julho de 2026 às 09:43
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Imagens mostram autocarro momentos após colidir com pilar em túnel em Agualva-Cacém

Uma troca de pedais – no caso, o acelerador com o travão – estará na origem da tragédia que esta terça-feira matou duas mulheres no terminal rodoviário da estação de Agualva-Cacém. A falha foi admitida pela própria motorista no primeiro depoimento à PSP. Ainda em choque, a mulher de 28 anos deu as explicações possíveis, mas tentou sempre saber como estavam as vítimas. A seguir teve de ser hospitalizada. É condutora profissional há vários anos, tinha trabalhado noutras empresas e estava há vários meses ao volante dos autocarros da Carris Metropolitana operados pela Viação Alvorada.

As duas vítimas mortais tinham-se levantado cedo e deixado as famílias em casa para irem trabalhar. Mas nunca chegaram ao destino porque o autocarro desgovernado lhes tirou a vida quando esperavam na paragem da estação de Agualva-Cacém, na Linha de Sintra. São as mais recentes vítimas de acidentes de viação em Portugal, que já tiraram a vida a 250 pessoas este ano, de acordo com dados oficiais até ao dia seis de julho.

Estas duas mulheres – a mais nova tinha 18 anos, era cabo-verdiana e trabalhava num hotel em Carcavelos; a mais velha era uma portuguesa de 60 anos – são as duas vítimas mortais do trágico acidente à hora de ponta de ontem. Foram arrastadas pelo autocarro, que só parou depois de colher mais de uma dezena de pessoas quando embateu contra um dos pilares do terminal. Outras 22 pessoas ficaram feridas e tiveram de ser hospitalizadas, numa operação de socorro que mobilizou em poucos minutos mais de 50 operacionais dos bombeiros, INEM e PSP. A maior parte dos feridos estavam à espera de apanhar um transporte, mas também houve vítimas no interior do autocarro acidentado.

Dezenas de pessoas que escaparam ficaram em choque, o que obrigou a acionar equipas de apoio psicológico, tanto do INEM como da Câmara de Sintra. O caso foi inicialmente registado como um acidente de viação e as primeiras perícias efetuadas pela PSP, mas a investigação transitou para a alçada da Polícia Judiciária.

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