Os mistérios de Santarém
Moita Flores e a Misericórdia de Santarém ganharam a(s) aposta(s). Provaram ter a razão de eu próprio duvidei.
E agora?! A Monumental Celestino Graça registou uma enchente no passado domingo. A propósito de mais um aniversário de Santarém e da recuperação de tradições em torno das festas de S. José, a Santa Casa da Misericórdia local, proprietária da praça, com o apoio da Câmara Municipal (com empenhamento total do presidente Moita Flores), levou por diante uma corrida de toiros.
Perto de 12 mil pessoas estariam nas bancadas, segundo fonte fidedigna. Que aconteceu?! Tal não acontecia por ali há muitos anos, desde que dali desapareceram a ‘Corrida TV’ e a ‘Corrida RR’, que já nas últimas edições não haviam esgotado, como era habitual. De então para cá, descalabros sucessivos. Cartéis fortíssimos e público aquém. Então que se passou agora?
Tudo indica que foi a Misericórdia que se assumiu como empresária. O autarca Moita Flores (a mim próprio mo havia contado semanas antes) organizou uma campanha alargada de promoção regional à corrida. E os bilhetes foram muito mais baratos do que em qualquer lado nos últimos anos.
Certo, certo é que houve renda a pagar. O cartel terá custado o normal, mas com a renda (adjudicação) um empresário decerto não poderia praticar tal bilheteira. Ou poderia? Ou será que muitos apostam em meias – casa com preços altos? Era importante saber. A Santa Casa da Misericórdia e a Câmara Municipal de Santarém podiam divulgar os segredos, desfazendo os mistérios...
Então, agora que se fala em demolir a Monumental Celestino Graça, abandonada que também estava, acontece uma enchente assim? Terá sido importante a animação recuperada em redor da praça, de forma determinante?
Há que reflectir. A enchente nem foi do cartel nem foi do acaso. Há que saber como se conseguiu tal êxito!
Esclarecido este mistério, outros mistérios poderão ser desvendados, antes que se desnudem reis (...) e se afundem (maus) samaritanos disfarçados, capazes de contos de vigário na Festa de Toiros!
Moita Flores e a Misericórdia de Santarém ganharam a(s) aposta(s). Provaram ter a razão, de que eu próprio duvidei, ‘mea culpa’!
A solução afinal existe e pode aproveitar outras regiões (outras praças). Podemos conhecê-la?
POLÉMICA instalada, ou à beira disso, na confecção de cartéis em Santarém, na praça portátil a instalar no CNEMA, durante a Feira do Ribatejo. Sai Luís Procuna, já contratado para entrar ‘Pedrito de Portugal’?
SEBASTIEN CASTELLA, jovem matador francês, parece estar fora dos cartéis de Nimes, o que está a levantar grande celeuma entre os aficionados. Desacordos entre Simon Casa (empresário) e Luís Alvarez (apoderado) não encontram solução.
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