OURO PARA GRAÇA MOURA

"É o prémio mais significativo da minha carreira no sentido de me colocar na mesma prateleira em que estão nomes de prestígio internacional". As palavras são de Vasco Graça Moura, em declarações ao CM, e referem-se à conquista da Coroa de Ouro do Festival de Poesia de Struga, na Macedónia.

12 de fevereiro de 2004 às 00:00
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Contudo, do ponto de vista afectivo, valores mais altos se levantam... "Há portugueses a que me sinto mais ligado [o Prémio Pessoa de '95 ou o Grande Prémio de Poesia APE de '97], agora, que este é um prémio muito lisonjeiro, lá isso, é", disse. O poeta era ontem um homem tranquilo, mesmo sabendo-se o primeiro português numa galeria de famosos que exibe nomes como o de Pablo Neruda, o do sueco Thomas Transtromer ou o do croata Slavko Mihalic.

"Sendo este um prémio de consagração, sinto-me muito bem por estar em tão boa companhia. A lista dos premiados ao longo de 50 anos é excelente, de maneira que, só posso sentir-me muito bem".

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O primeiro-ministro, Durão Barroso, felicitou entretanto Graça Moura pelo prémio. Numa mensagem enviada ao escritor, Barroso afirma que a distinção "vem uma vez mais confirmar a importância internacional da sua obra literária, com a qual tão activamente tem contribuído para a afirmação da cultura portuguesa no estrangeiro", lê-se na mensagem do primeiro-ministro, a que a Lusa teve acesso. A proclamação do prémio na UNESCO faz-se a 19 de Março. Na Macedónia, a obra do premiado sai em Agosto.

PREMIADOS CÁ DENTRO

Lídia Jorge venceu ontem o Prémio Correntes d'Escritas com 'O Vento Assobiando nas Gruas', obra repetidamente distinguida, nomeadamente, com o Grande Prémio de Romance da APE, Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa, Prémio de Ficção PEN Clube e, em 2000, a consagração europeia com o prémio Jean Monet. O próximo trabalho é um livro de contos, a editar, em breve, pela D. Quixote. E, em dia de prémios, também o escritor Frederico Lourenço teve o seu: Prémio Dom Diniz 2004. Atribuído pela Fundação Casa de Mateus, o galalardão distingue-lhe o trabalho de tradução sobre 'Odisseia' de Homero. Considerado um dos grandes acontecimentos editoriais de 2003, a tradução de Frederico Lourenço foi feita em verso a partir do grego para o português actual, vindo assim a preencher uma lacuna nesta área. Frederico Lourenço, professor de profissão, dedica-se ainda à tradução e ao romance, sendo autor de três: 'Pode um Desejo Imenso', 'O Curso das Estrelas' e ainda 'À Beira do Mundo'.

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