Palácio dos Duques de Lafões é Monumento de Interesse Público

O Palácio dos Duques de Lafões, ou Palácio do Grilo como é sobejamente conhecido, na freguesia do Beato, em Lisboa, é a partir desta segunda-feira um Monumento de Interesse Público. <br/>

28 de novembro de 2011 às 14:01
Palácio dos Duques de Lafões, palácio do Grilo, IGESPAR, monumento de interessse público, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico Foto: d.r.
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Situado entre a Calçada dos Duques de Lafões e a Rua do Grilo, o agora Monumento de Interesse Público, pertencente aos duques de Lafões, foi edificado nos anos que se seguiram ao grande terramoto de 1755 por D. João Mascarenhas da Silva, 2.º duque em título e fundador da Academia Real das Ciências.

De acordo com o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), a autoria da traça do solar "continua envolta em dúvidas", embora vários autores a atribuam ao arquitecto Eugénio dos Santos, "num grandioso projecto com o objectivo de transformar a pequena quinta de veraneio dos duques na sua residência permanente na capital".

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Os desenhos originais incluíam a casa, com capela, rodeada de um jardim e uma alameda que se prolongava até ao cais privativo dos duques à beira do Tejo, que então banhava a Estrada do Grilo.

Segundo dados disponíveis no site do IGESPAR, no projecto de reconversão "houve uma nítida preocupação do arquitecto em integrar no novo palácio, de forma harmoniosa, a estrutura seiscentista já existente".

"Aproveitando o declive do terreno, foi edificado um grande edifício, de planta em L, dividido em três pisos - o rés-do-chão, o andar nobre e um último mais baixo, com janelas de mezanino, muito ao gosto pombalino. Nas fachadas traseiras, que abrem para os jardins, devido ao declive do terreno, a disposição dos pisos foi alterada", refere o instituto.

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O IGESPAR adianta que o espaço interior se destaca pelos "programas decorativos, de grande riqueza e erudição, nomeadamente os conjuntos de pintura mural da autoria de Cirilo Wolkmar Machado ou a azulejaria dos séculos  XVIII e XIX, que integram as salas temáticas do palácio, como a Sala da  Academia, a Sala de Vénus ou a Sala Chinesa".

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