Pedro Moutinho: "Senti necessidade de fazer algo diferente”
Para o novo disco, o fadista gravou alguns temas com piano e chamou Filipe Raposo para a produção.
Fado ao piano e com percussão, novos autores e um produtor da área da jazz e da música clássica. Ao sexto disco de originais, Pedro Moutinho deu meia volta ao seu fado e decidiu inovar.
O álbum ‘Um Fado ao Contrário’, editado nesta sexta-feira, não desvirtua nada, não distorce o que o fadista já fez no passado, mas revela um cantor com outras ambições. "Este é um disco de música portuguesa bem diferente do que eu tinha feito até agora", começa por explicar. "Já tinha cinco discos à volta do fado tradicional e neste álbum senti que queria fazer algo de diferente, a começar pelo Filipe Raposo (produtor), com quem sempre quis trabalhar, porque é um músico genial."
Por outras palavras, ‘Um Fado ao Contrário’ é um disco que "vive de novas composições e de recriações de canções que já tinham sido gravadas", adianta. Especial atenção merecem, por exemplo, os temas ‘Onde Quer que o Mar Me Leve’ e ‘Uma Pena que Me Coube’, nos quais o piano assume, quase, o papel de uma segunda voz.
O novo álbum conta com composições e letras de Amélia Muge, Maria do Rosário Pedreira, Márcia, Manuela de Freitas, Pedro de Castro e do próprio Filipe Raposo. "Para os meus discos, sempre me foquei muito no repertório e geralmente vou atrás de pessoas que são uma referência para mim. Eu sou assim, uma pessoa muito intuitiva", remata Pedro Moutinho.
O novo disco é apresentado ao vivo com um concerto no dia 12 de abril no S. Luiz, em Lisboa.
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