Polémica no concurso para o Teatro Maria Matos
Yellow Star Company recorreu da decisão de entregar gestão do teatro à Força de Produção.
A vitória da Força de Produção (FP) no concurso da Empresa municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) para seleção do projeto artístico do Teatro Maria Matos (TMM), em Lisboa, levou a segunda classificada, a Yellow Star Company (YSC), a recorrer da decisão, alegando várias "ilegalidades" no processo.
"A reclamante considera que, em termos objetivos, a pontuação atribuída à YSC é manifestamente insuficiente e carece de fundamentação", pode ler-se na reclamação da companhia responsável pela programação do Teatro Armando Cortez, que afirma ainda que "contrariamente à FP", a sua proposta "cumpre integralmente o programa do concurso".
Contactado pelo CM, Paulo Sousa Costa, diretor da YSC, diz que tudo o que pretende é "transparência". Já Nélson Fernandes, na Meio Termo, que ficou em terceiro lugar, aplaude a iniciativa da EGEAC, mas lamenta a falta de "independência" na decisão. "Fomos a única empresa concorrente que não gere um equipamento cultural [a FP está no Villaret], mas curiosamente isso funcionou contra nós", adianta.
Ao CM, a EGEAC diz que está ainda em "período de diálogo" com a YSC.
SAIBA MAIS
1969
Foi quando o Teatro Maria Matos foi inaugurado, a 22 de outubro, com a peça ‘Tombo no Inferno’, de Aquilino Ribeiro.
CML adquire espaço
Em 1982, o teatro foi adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa e deixou de ter companhia residente. Em 2003, a gestão passa para a EGEAC.
Recuperar público
Em breve, o Maria Matos passará a ser arrendado por agentes culturais privados, proporcionando uma programação para o grande público.
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