Portugal perde um dos grandes rostos da Banda Desenhada
Jornalista, escritor e editor João Paulo Cotrim morreu este domingo, aos 56 anos, em Lisboa.
Um dos nomes mais marcantes da banda desenhada portuguesa, João Paulo Cotrim, morreu este domingo, aos 56 anos, vítima de doença prolongada, apurou o CM. O escritor encontrava-se internado no Hospital dos Capuchos, em Lisboa.
João Paulo Cotrim foi um dos grandes impulsionadores da banda desenhada em Portugal, tendo sido também o fundador da Bedeteca de Lisboa, uma biblioteca especializada em BD, da qual foi diretor entre 1996 e 2002.
Natural de Lisboa, onde nasceu a 13 de março de 1965, trabalhou como jornalista no ‘Expresso’, ‘Cosmopolitan’ e no ‘O Independente’, tendo ainda colaborado com a RTP, SIC e TSF. Ao mesmo tempo, dava azo à criatividade como guionista de filmes de animação - ‘Algo Importante’, ‘Um Degrau Pode Ser um Mundo’, ambos de 2009, ou ‘Fado de um Homem Crescido’ (2012) são alguns destes trabalhos -, assim como autor de novelas gráficas, livros infantis, ensaios ou poesia. ‘Salazar – Agora, na Hora da Sua Morte’, ‘O Branco das Sombras Chinesas’, ‘A Minha Gata’ ou ‘Má Raça’ são algumas das suas obras mais conhecidas.
Fundador das editoras Abysmo e Arranha-Céus, João Paulo Cotrim também organizou exposições para nomes em ascensão no domínio da ilustração e foi diretor do Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada durante quatro edições. Em 1996 criou a revista ‘LX Comics’, dedicada aos quadradinhos.
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