Rodrigo Francisco sucede a Benite no Teatro de Almada

Rodrigo Francisco, de 31 anos, é o novo director artístico da Companhia de Teatro de Almada (CTA), sucedendo a Joaquim Benite falecido na quarta-feira passada, foi anunciado esta terça-feira.<br/>

11 de dezembro de 2012 às 16:30
rodrigo francisco, joaquim benite, teatro, almada, encenador, director artístico Foto: D.R.
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Rodrigo Francisco assume também, a partir do próximo ano, a direcção artística do Teatro Municipal de Almada (TMA), lê-se no comunicado enviado à agência Lusa.

Rodrigo Francisco assumira já este ano a programação de 2012 do TMA e do 29.º Festival de Almada, em virtude do afastamento de Benite, por razões de saúde.

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Segundo dados divulgados esta terça-feira, "a média de espectadores da CTA aumentou de 138 por sessão em 2011, para 197 este ano".

A programação anual do TMA será apresentada em Janeiro, estando previstas co-produções com os teatros nacionais D. Maria II e S. João, o Theatro Circo de Braga e o Cine-Teatro Constantino Nery, em Matosinhos.

No mesmo texto, a CTA afirma que se "mantém a estreia absoluta em Portugal de 'Timão de Atenas', de William Shakespeare, no próximo dia 20 de dezembro".

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"A direcção do espectáculo ficará a cargo de Rodrigo Francisco", que desde 2006 era assistente de Joaquim Benite.

Rodrigo Francisco é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Lisboa e estreou-se na escrita para teatro com "Quarto minguante" (2007), que teve uma versão televisiva traduções em Espanha e França.

Em 2010 estreou, também de sua autoria, ‘Tuning' que lhe valeu uma nomeação para o Prémio de Melhor Texto de Teatro Português estreado nesse ano.

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Rodrigo Francisco foi assistente de Joaquim Benite em encenações de textos de Molière, Saramago, Bernhard, Brecht, Shakespeare e Feydeau, assim como nas óperas ‘A Clemência de Tito', de Mozart, ‘O Doido e a Morte', de Alexandre Delgado, a partir de Raul Brandão, e ‘A Rainha Louca', também de Delgado.

Em 2011 assinou a sua primeira encenação com ‘Falar Verdade a Mentir', de Almeida Garrett, a que se seguiu, este ano, ‘Dança de roda', de Arthur Schnitzler.

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