Sala Patiño renovada
Melhor iluminação, novos cortinados, ‘boiserie’, mobiliário e tapete recuperados decoram a ‘nova’ Sala Patiño, que reabriu no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa.
A renovação deste espaço – inaugurado em 1974 com uma importante doação do diplomata boliviano Anténor Patiño – incluiu a instalação de uma iluminação mais adequada, a conservação da ‘boiserie’ (revestimento em talha dourada), do tapete, móveis e a confecção dos cortinados. Um projecto que contou com o apoio da viúva do diplomata e da World Monuments Fund Europe, tendo o fabricante Rubelli oferecido o tecido de seda para os cortinados.
A Sala Patiño, iluminada com um lustre do século XIX, em bronze dourado, ostenta uma original ‘boiserie’, que revestia o salão de recepções do palácio dos Príncipes Paar, em Viena, Áustria. Adaptada à sala, a ‘boiserie’ exibe um vasto conjunto decorativo destinado a festejar os esponsais da arquiduquesa Maria Antonieta com o Delfim de França, futuro Luís XVI.
Um relógio do mestre parisiense Henri François Verneaux, dois candelabros e porcelanas de Meissen completam a decoração da lareira, em mármore vermelho escuro.
Patiño duou ainda um tapete de grandes dimensões (séc. XVIII) e mobiliário (canapé, ‘bergerés’ e seis cadeiras de braços) em carvalho.
Para complementar a decoração e da sua colecção, o MNAA seleccionou um par de cómodas francesas (séc. XVIII) e um relógio, assinado por Thiout l’Ainé (1692-1767).
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