Secretário de Estado lamenta morte de Pardal Monteiro
O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, lamentou nesta segunda-feira a morte do arquitecto António Pardal Monteiro, aos 84 anos, sublinhando que deixa "mais pobre" a arquitectura e a cultura portuguesas.
Num comunicado enviado à Lusa, o gabinete do secretário de Estado salienta que o desaparecimento do arquitecto, falecido no sábado, em Lisboa, vítima de doença prolongada, deixa a arquitectura portuguesa "de luto".
António Pardal Monteiro "é um nome que ficará para sempre ligado à concepção e construção de importantes edifícios da arquitectura pública portuguesa, de que se destaca a Biblioteca Nacional de Portugal", segundo Jorge Barreto Xavier.
O responsável pela tutela da Cultura recorda ainda, na nota de pesar, "a linhagem desta família de arquitectos", fundada por Porfírio Pardal Monteiro (1897-1957).
Porfírio Pardal Monteiro deixou ao sobrinho, em meados da década de 50 do século XX, um conjunto relevante de obras públicas em curso, como a Biblioteca Nacional e a Reitoria da Universidade de Lisboa.
No caso da Biblioteca Nacional, são ainda da sua autoria os recentes projectos de ampliação e remodelação da Torre de Depósitos, em fase de conclusão, através do atelier onde também trabalham os filhos, João e Manuel Pardal Monteiro.
Entre outros, são da sua autoria os projectos do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge e a Escola Nacional de Saúde Pública.
A docência foi outra grande paixão do arquitecto, professor da Faculdade de Arquitectura de Lisboa entre 1976 a 1999, marcando várias gerações de futuros profissionais.
António Pardal Monteiro recebeu o título de Cavaleiro da Ordem de Santiago da Espada, atribuído pelo seu contributo na construção dos edifícios centrais da Cidade Universitária de Lisboa.
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