Testes obrigatórios agravam crise no setor da cultura

Mês de dezembro, que representava um pico de faturação, faz empresas bater no fundo.

30 de dezembro de 2021 às 08:44
Discoteca Foto: Ricardo Ponte
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A obrigatoriedade de apresentar teste negativo com comprovativo laboratorial para aceder a eventos de natureza cultural vem, neste final de mês de dezembro (tradicionalmente de grande faturação), agravar ainda mais a crise de um setor que já vive com a corda no pescoço. Rafaela Ribas, da Associação Espetáculo, que representa artistas e produtores, fala de “artistas, técnicos e agentes que já não sabem para onde se virar e no que acreditar”, acusando o Governo de “falta de estabilidade naquilo que são as medidas anunciadas e falta de antecipação”. E acrescenta em declarações ao CM: “O público também não sabe a quantas anda e retrai-se.” A isto juntam-se, diz a responsável, “as muitas festas e concertos cancelados neste final de ano”.

A necessidade de os espectadores apresentarem teste negativo antigénio ou PCR foi anunciada esta quarta-feira pela DGS como correção a “um lapso” que inicialmente referia apenas a necessidade do certificado de vacinação para acesso a eventos culturais até 2 de janeiro. Pedro Magalhães, da Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos, refere que esta é “uma medida desequilibrada” num mês “catastrófico” (ver pág. 25). Álvaro Covões, da Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos, lembra que, com o teste negativo obrigatório, “as salas de espetáculos estão vazias desde 25 de dezembro e assim estarão até janeiro” e refere um “2021 pior” do que 2020, que já teve “quebra de 85% nos espectadores”.

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