'O Diabo Veste Prada' mantém a veia crítica vinte anos depois

Filme aponta o dedo aos ultra-mega-ricos como Elon Musk e Jeff Bezos.

28 de abril de 2026 às 01:30
Meryl Streep e Anne Hathaway voltam a cruzar-se, duas décadas depois do primeiro 'O Diabo Veste Prada' Foto: Direitos reservados
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Quando estreou nos cinemas de todo o Mundo, há 20 anos, ‘O Diabo Veste Prada’ ofereceu-se como o primeiro filme a criticar abertamente o mundo da moda, sobretudo através da figura de Miranda Priestly (Meryl Streep). Uma mulher impossível de satisfazer e uma chefe intragável que põe em fuga a aspirante a jornalista Andrea Sachs (Anne Hathaway, num dos papéis mais marcantes da carreira).

Na semana em que chega ao ecrã a sequela desta comédia, sabe-se que o alvo das críticas é outro: os ultra-mega-ricos patrocinadores de eventos de alta costura. Gente do calibre de Elon Musk, Jeff Bezos e da mulher deste, Lauren Sánchez Bezos (supostamente evocada no ecrã pela atriz Emily Blunt). Bezos, em tempos um homem modesto e pouco dado a gastar, transformou-se num perdulário deslumbrado, tal como, no grande ecrã, Benji Barnes (Justin Theroux). No filme, cujas críticas internacionais estão sob embargo mundial até esta quarta-feira, Miranda Priestley e Andrea Sachs, agora uma jornalista consagrada, vão unir talento e esforços para salvar a revista de moda ‘Runway’, agora a enfrentar uma assustadora quebra de vendas. Oenredo tem ainda mais graça quando se sabe que Bezos já manifestou interesse em comprar a ‘U.S. Vogue’ (e outras publicaçóes). A revista que é editada por Anna Wintour, a mulher que inspirou a criação da personagem Miranda Priestly...

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