Virgílio Castelo está contra pena de morte
Novela do escritor francês Victor Hugo inspira espetáculo ao encenador Paulo Sousa Costa.
Há 150 anos, Portugal tornava-se num dos primeiros países a abolirem a pena de morte. Eufórico, Victor Hugo – o célebre autor de ‘Os Miseráveis’ – escrevia uma carta a elogiar os portugueses e a sua capacidade de visão. Quase 40 anos antes, o francês tinha escrito ‘O Último Dia de um Condenado’, novela em que dá conta do sofrimento de um homem que sabe que vai morrer.
O produtor e encenador Paulo Sousa Costa leu o livro aos 18 anos e a história "nunca mais saiu da cabeça". "Eu queria levar isto à cena e sabia que, para tal, precisava de um ator muito sólido. Daí a escolha do Virgílio [Castelo]", explica.
No espetáculo, já em cena no Teatro Armando Cortez, Lisboa, o espectador vai encontrar o ator numa cadeia simulada, entre uma parede de tijolo e as grades da prisão.
"Aceitei o convite de imediato, porque tenho uma enorme admiração pela companhia Yellow Star, que trabalha sem qualquer apoio estatal", diz o ator. "Só depois soube que ia dar voz ao Victor Hugo, escritor que adoro, e abracei a oportunidade de fazer o meu terceiro monólogo!".
Responsável pela produção de espetáculos como ‘Pocahontas’, ‘Boeing Boeing’ e ‘Os 39 Degraus’, Paulo Sousa Costa só espera que os espectadores não estranhem.
"Sinto que tenho a obrigação de fazer todo o tipo de textos – e não só comédias ou peças mais ligeiras – e estou convencido de que o público vai corresponder a esta proposta." Ver ‘O Último Dia de um Condenado’ custa entre 15 e 18 euros.
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