Editora denuncia racismo na Feira do Livro de Lisboa
Conversa em torno de livro sobre hábitos racistas em Portugal terá sido interrompida por funcionária ao serviço da APEL.
A polémica estalou nas redes sociais com a responsável pela editora Tinta da China, Bárbara Bulhosa, a acusar uma voluntária da Associação Portuguesa de Escritores e Livreiros (APEL) de racismo.
A situação terá ocorrido sábado, na Feira do Livro de Lisboa, durante um debate suscitado pela obra 'Racismo no País dos Brancos Costumes', de Joana Gorjão Henriques.
Na sua página do Facebook, Bárbara Bulhosa escreve que "a voluntária 'contratada' pela APEL, passou o debate a gesticular e mandar bocas a dizer que não concordava nada com o que estava a ser dito". A mesma voluntária terá dito, "várias vezes", "esta gente" e, no fim, quando o debate se aproximava da sua conclusão, dirigiu-se a um dos intervenientes da discussão para dizer: "Vê lá se te despachas!"
"O Mamadou Ba [dirigente da SOS Racismo], apanhado de surpresa, calou-se, e a Joana Gorjão Henriques terminou a sessão imediatamente", escreve ainda Bárbara Bulhosa.
A polémica surge poucos dias depois de ter sido lançada uma petição pública a pedir que a APEL, organizadora da Feira do Livro de Lisboa, deixe de usar voluntários para trabalhar durante os 20 dias que decorre o evento, alegando que a organização "tem dinheiro, ou devia ter, para remunerar quem recruta durante a feira".
O CM contactou a APEL, mas fonte da mesma disse não estar a par da situação e garantiu que "vai averiguar, junto da voluntária e de Bárbara Bulhosa, o que realmente se terá passado".
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