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Correio da Manhã

Cultura
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“O meu filho gostava de ver Sepultura na formação original"

Poucas horas antes de subir ao palco com os Soulfly, que actuaram este domingo no último dia do Rock in Rio, Max Cavalera recebeu o ‘CM’ no ‘tourbus’ e falou do novo disco, da tentativa de reuniãodos Sepultura e do Mundial de futebol.
30 de Maio de 2010 às 22:14
Max Cavalera actuou com os Soulfly na Bela Vista
Max Cavalera actuou com os Soulfly na Bela Vista FOTO: Mariline Alves/CM

Sobre o novo disco, 'Omen'', Cavalera diz que a inetnção foi "regressar às raízes" e "pegar de novo no som pesado", depois de algumas tentativas de fusão entre o heavy e a música étnica. "Era um disco pesadão, de porrada mesm, que queria fazer há muito tempo, desde que saí de Sepultura, em 1996", sublinhou.

Para o ex-líder de Sepultura, um dos momentos mais marcantes dos ultimos anos foi a reunião com o irmão, Igor: "Não fazia sentido.Nem nos falámos por dez anos. Quandos nos reunimos, passado este tempo todo, foi como se me saíssse um peso de cima dosombros", adiantou.

A reunião dos manos Cavalera resultou no álbum 'Cavalera Conspiracy' e um novo disco está pronto, mas não sairá antes de 2011. "Agora aconcentração é toda para Soulfly, estamos na tour e só depois pensaemos nos timings de edição"., disse.

Max Cavalera confessou ainda que depois do reencontro com o irmão tentou reunir os Sepultura, onde Igor era baterista. "Mas não deu. Ainda liguei ao Andres (Kisser) mas ele entrou logo numa de ‘quem vai mandar então sou eu....’ e assim não dá. Enquanto ele tiver essa atitude não vai dar, mas tenho pena, porque o meu filho gostava de ver Sepultura com a formação original e o tio na bateria, que nunca viu".

COM SAUDADES DE SCOLARI

A conversa terminou com futebol. Max confessou que vai seguir a copa do Mundo torcendo pelo Brasil. "Mas não tenho grande fé. O Dunga não é treinador. Qual é a dele? Deixar o Ronaldinho de fora? era a última copa para ele e ele iria dar o máximo. Assim parece-me que a eeuipa está toda nas costas do Kaká, e acho que ele não vai conseguir lidar com tanta pressão assim.” E fez votos para que o jogo com Portugal termine “com um empate" para que as duas selecções possam passar à fase seguinte.

“Acho que este ano o Brasil não vai longe”, confessou. Além disso, diz ter saudades de Scolari: “Não percebo por que tiraram o Scolari. Ele foi campeão, em 2002, e em equipa que ganha não se mexe. Era polícia antes de ser treinador e uma coisa boa que fez foi pôr todos na linha. Aqui não havia vedetas, era uma equipa, assim não sei”.

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