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Bateu Matou: Três bateristas a bater 'bué'

Quando a música escolhe o cantor.

16 de agosto de 2021 às 18:27
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Bateu Matou: Três bateristas a bater 'bué'

"Bateu Matou, para começar foi uma má ideia, uma má ideia em papel. Juntar três bateristas com percursos diferentes para fazer algo só sobre dança, ou que ocupasse o espaço entre o DJ e uma banda. Em retrospectiva foi uma má ideia, mas com um bom resultado." Quem o diz é Quim Albergaria. O baterista dos Paus convidou os bateristas Riot (Buraka Som Sistema) e Ivo Costa (Sara Tavares, Batida) para criar um 'baile novo' que tem feito as pessoas dançar. "O que começou como uma má ideia, já não é. É uma ideia muita fixe", afirma Quim Albergaria.

Nesta banda estão três músicos que apesar de terem 'backgrounds' parecidos, tiveram um caminho muito diferente. Para Riot essa é uma grande diferença entre Bateu Matou e Buraka. "Enquanto que eu e o Branko fazíamos música juntos desde a escola secundária, aqui, apesar de conhecer o Ivo há muitos anos da estrada, e o Quim também, todos tivemos uma escola diferente e uma visão diferente daquilo que é a música. São mais as coisas que partilhamos em comum, no sentido em que fazemos todos parte desta sonoridade nova que Lisboa, no fundo sempre teve, mas que acordou há uns dez, quinze anos atrás. Bateu Matou foi naturalmente caminhando para uma situação em que a canção alía o ritmo de uma forma um pouco mais pop. É a minha perceção. Acho que faz algum sentido com o tempo em que vivemos e as vontades que temos. Com a experiência que fomos ganhando e com a idade que fomos adquirindo, enquanto idosos que somos. Agora precisamos de canções.", declara Riot.

"Tivemos a sorte, o prazer e a honra de ter muitos convidados neste disco", afirma Ivo Costa. "Foi um processo muito natural. Acho que as músicas foram pedindo as pessoas. Elas felizmente aceitaram o convite e tiveram a mesma perceção dessas canções que nós tivemos. Foi um ato de generosidade global incrivel, as pessoas atiraram-se de cabeça conosco. A tentar encontrar o melhor refrão. Tivemos uma música que teve quatro ou cinco versões até chegarmos ao que nós queriamos mesmo. Foi uma coisa feita com muita dedicação e o resultado final fala por si. Bateu Matou chegou perto de convidados tão dispares e tão diferentes artisticamente e esteticamente. Que também fizeram o esforço de chegarem perto da nossa sonoridade. Este disco é uma soma de várias cumplicidades que se foram criando de uma forma natural. E temos um resultado tão uno e tão diverso.".

 A banda já gravou temas com Héber Marques, Papillon, Irma ou Scúru Fitchádu. Um deles foi Clichê. Nasceu da sinergia entre Bateu Matou e Papillon. Um som que estava perdido no meio das demos da banda, ainda em forma embrionária. Quando o desenvolveram um pouco mais começaram a ouvir o Papillon na música. Então foi feito o convite. "Fizemos figas e o Papillon aceitou", conta Riot. "Trabalhámos muito bem juntos, ele foi incansável. Foi uma pessoa que tentou sempre melhorar e não ficou satisfeito à primeira ou à segunda. Foi mega divertido. Nós queremos fazer música com mais pessoas porque isto correu bem demais. Todos os convidados excederam as nossas espectativas, e o papillon foi um deles também."

Daqui para a frente a vontade é a de qualquer músico em Portugal. Ir para a estrada e para o palco. A banda considera que os profissionais do meio em Portugal são  garantia de trabalhar em total segurança. A festa do Avante é já uma data confirmada para ver Bateu Matou ao vivo. Mas o trio de bateristas continua a procura por outros desafios e parcerias.

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