Cerca de 120 mil pessoas vão ver o concerto do porto-riquenho em Portugal. Conheça aqui algumas curiosidades sobre Benito Ocasio.
'Inesquecível e icónico': Milhares de fãs aguardam ansiosamente a estreia de Bad Bunny em Portugal
Medialivre
O fenómeno global Bad Bunny atua esta terça-feira pela primeira vez em Portugal, com o primeiro de dois concertos esgotados no Estádio da Luz, em Lisboa, integrados na digressão mundial "Debí tirar más fotos". A segunda atuação está marcada para quarta-feira e é esperada uma forte afluência de público à zona envolvente do estádio.
As portas do recinto abrem às 17h e os concertos têm início previsto para as 20h. Os bilhetes custaram entre 70 euros e 545,60 euros (valores base sem taxas) e ambas as datas esgotaram em poucos dias. Cerca de 120 mil pessoas vão ver o concerto do porto-riquenho em Portugal (aproximadamente 60 mil por noite).
Premiado com vários prémios Grammy e Grammy Latino, Benito Antonio Martínez Ocasio consolidou o estatuto de estrela mundial ao protagonizar este ano o tradicional espetáculo de intervalo do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano. O músico destacou-se também nas plataformas digitais, tendo sido o artista mais ouvido de 2025 no Spotify.
A digressão "Debi tirar más fotos" arrancou em novembro, na República Dominicana, e iniciou a etapa europeia na semana passada, em Barcelona, Espanha. Depois das duas datas em Lisboa, o artista regressa a Espanha para 10 concertos em Madrid.
A estreia de Bad Bunny em Portugal chegou a estar prevista para 2020, nos festivais Primavera Sound Porto e Sudoeste, mas acabou por ser cancelada devido à pandemia de covid-19. Assim, os concertos desta semana marcam finalmente a primeira atuação do cantor em solo português.
Até agora, a tournée tem surpreendido os fãs com convidados especiais e uma canção exclusiva para cada cidade. Segundo o modelo seguido nos espetáculos anteriores, o tema é revelado apenas durante o concerto, antecedido por uma contagem decrescente, e não deverá voltar a ser cantado no resto da digressão.
Nos momentos mais ligados à tradição musical porto-riquenha, Bad Bunny tem sido acompanhado pela banda Los Sobrinos. Os concertos dividem-se entre o palco principal e "La Casita", uma casa cor-de-rosa inspirada na arquitetura de Porto Rico, instalada no meio do público e utilizada como zona VIP. Na passagem por Barcelona, "La Casita" recebeu várias figuras conhecidas, entre elas os futebolistas Lamine Yamal e Robert Lewandowski, o ex-jogador Gerard Piqué e a atriz Úrsula Corberó, conhecida pelo papel de Tóquio na série La Casa de Papel.
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Além da música e dos concertos esgotados em Lisboa, Bad Bunny tem acumulado ao longo dos anos várias histórias e curiosidades que ajudam a explicar o fenómeno global em que se transformou.
1. De onde vem o nome "Bad Bunny"
O nome artístico também nasceu de forma improvável. "Bad Bunny" surgiu a partir de uma fotografia de infância em que aparecia vestido de coelho, mas com um ar zangado. O contraste acabou por dar origem ao pseudónimo que hoje é reconhecido em todo o mundo.
2. Estudava enquanto trabalhava num supermercado
A música não era inicialmente o único plano para o futuro. Em 2012, matriculou-se em Comunicação Audiovisual na Universidade de Porto Rico, em Arecibo, com o objetivo de seguir uma carreira na rádio. Nunca chegou a concluir o curso, mas conciliava os estudos com o trabalho como operador de caixa e empacotador num supermercado, enquanto publicava músicas na plataforma SoundCloud.
3. Dos coros da igreja aos palcos mundiais
Antes da fama internacional, Benito Antonio Martínez Ocasio cresceu num ambiente religioso e chegou a cantar no coro da igreja até aos 13 anos. Filho de uma mãe católica, foi precisamente aí que teve os primeiros contactos com atuações perante o público.
4. Entre o ringue e o futebol
Fora da música, o artista é um conhecido fã de luta livre profissional, sobretudo da WWE. A paixão tornou-se tão séria que participou oficialmente em competições como a WrestleMania 37, chegando mesmo a conquistar o título 24/7 da organização. Além disso, é também adepto de futebol e presença habitual em grandes eventos desportivos.
5. Defensor dos direitos latinos
O envolvimento político e social é outra das marcas do cantor porto-riquenho. Bad Bunny tem-se destacado na defesa dos direitos dos imigrantes latinos nos Estados Unidos, criticando publicamente o ICE, o serviço de imigração norte-americano. Durante uma cerimónia dos Grammy, aproveitou o discurso de agradecimento para deixar uma mensagem contra o ódio e a discriminação: "Nós não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas. Nós somos humanos."
6. Bugatti para lançar álbum
O músico também é conhecido pelas estratégias pouco convencionais de promoção. Antes do lançamento do álbum Un Verano Sin Ti, em 2022, colocou à venda um Bugatti Chiron utilizado numa atuação dos Grammy Latino. O anúncio incluía o seu número de telefone verdadeiro e, ao ligar, os fãs ouviam um excerto da música "Un Ratito".
7. O rapper que também conquista Hollywood
Apaixonado por cinema, Bad Bunny tem vindo igualmente a construir uma carreira como ator. Participou na série Narcos: México e em filmes como Bullet Train, onde contracenou com Brad Pitt, além de projetos com Adam Sandler.
8. Inesperada paixão pelos Bee Gees
Musicalmente, apesar das fortes influências latinas - do reggaeton à salsa ou bachata -, o artista já revelou ter uma admiração especial pelos Bee Gees. Numa entrevista à revista Rolling Stone, confessou ter passado uma fase em que ouvia praticamente apenas o grupo britânico e clássicos do rap da Costa Oeste.
9. Fenómeno chegou às universidades
O impacto cultural do cantor tornou-se tão significativo que várias universidades norte-americanas criaram cadeiras dedicadas ao estudo da sua obra e influência social. Instituições como o Wellesley College, a Loyola Marymount University e a Universidade de Yale analisaram temas ligados à identidade latina, política, género e música através do fenómeno Bad Bunny.
10. Álbuns terminados à última hora
Outra curiosidade revelada pelo próprio artista é a forma como trabalha os discos até ao último minuto. Em entrevista ao podcaster Chente Ydrach, admitiu que costuma finalizar os álbuns apenas um dia antes do lançamento. Segundo o músico, essa pressão de última hora já se tornou parte do seu processo criativo.
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