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Correio da Manhã

Cultura
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Adeus Fernanda Borsatti

Atriz tinha 86 anos e morreu vítima de doença prolongada.
Ana Maria Ribeiro 15 de Setembro de 2017 às 01:30
Na peça ‘A Minha Tia e Eu’, ao lado de José Pedro Vasconcelos, no Politeama  (2005)
Com Vítor de Sousa na peça ‘Português, Escritor, 45 anos de idade’, de Santareno
Cena da série ‘Residencial Tejo’, da SIC (1999)
No palco do Teatro Nacional D. Maria II, na peça ‘O Fidalgo Aprendiz’, com Raul Solnado e António Anjos (1988)
Na peça ‘A Minha Tia e Eu’, ao lado de José Pedro Vasconcelos, no Politeama  (2005)
Com Vítor de Sousa na peça ‘Português, Escritor, 45 anos de idade’, de Santareno
Cena da série ‘Residencial Tejo’, da SIC (1999)
No palco do Teatro Nacional D. Maria II, na peça ‘O Fidalgo Aprendiz’, com Raul Solnado e António Anjos (1988)
Na peça ‘A Minha Tia e Eu’, ao lado de José Pedro Vasconcelos, no Politeama  (2005)
Com Vítor de Sousa na peça ‘Português, Escritor, 45 anos de idade’, de Santareno
Cena da série ‘Residencial Tejo’, da SIC (1999)
No palco do Teatro Nacional D. Maria II, na peça ‘O Fidalgo Aprendiz’, com Raul Solnado e António Anjos (1988)
Trabalhar com a Fernanda Borsatti foi um dos presentes que a vida me deu", diz o escritor e encenador Tiago Torres da Silva, que dirigiu a atriz em 2002, no palco do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, na peça ‘Não Digas Nada’.

O espetáculo contava a história de uma avó recatada que, no passado, tinha sido atriz pornográfica. "Muitas atrizes recusaram o papel, mas a Borsatti disse logo que fazia. Era uma mulher destemida, de enorme inteligência e cultura, cheia de vontade de arriscar", diz ainda Tiago Torres da Silva, consternado com o anúncio, ontem, da morte da atriz, aos 86 anos, vítima de doença prolongada.

Nascida em Évora a 1 de setembro de 1931, Borsatti estreou-se no Teatro do Salitre, ainda com 16 anos, e ao longo de uma carreira cheia fez de tudo. Teatro, televisão, cinema, interpretou papéis cómicos e dramáticos, fez revista à portuguesa e colaborou com mais de dez companhias, entre as quais a do empresário Vasco Morgado.

Entre 1950 e 1958 foi casada com o ator Armando Cortez, de quem teve um filho, e em 2007 recebeu a Medalha de Mérito Municipal da Câmara de Lisboa. A última vez que subiu a um palco foi pela mão de Filipe La Féria, na peça ‘A Minha Tia e Eu’. "Era uma atriz completa", recorda o encenador. "Uma mulher sagaz, com um sentido de humor próprio. O público não a esquecerá", conclui. O corpo da atriz estará hoje em câmara ardente na Igreja de São João de Deus, Lisboa, a partir das 17h00. O funeral realiza-se no sábado, a partir das 10h00.
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