Com vista à divulgação e internacionalização de artistas portugueses, 14 galerias nacionais estão a partir de hoje representadas na 23.ª edição da ARCO - Feira Internacional de Arte Contemporânea, que decorre até ao próximo dia 16, no Parque Ferial Juan Carlos I, em Madrid.
Um ambiente de expectativa e optimismo reina entre as galerias Ara, Arte Periférica, Bores & Malo, Cristina Serra, Fernando Santos, Filomena Soares, Galeria 111, Graça Brandão, Lisboa Vinte, Mário Sequeira, Pedro Cera, Pedro Oliveira, Presença e Quadrado Azul (ver caixa).
Em destaque vão estar mais de uma centena de artistas portugueses e alguns estrangeiros, com trabalhos de nomes conceituados como Pedro Cabrita Reis, José Pedro Croft, Jorge Molder, Helena Almeida e Miguel Branco, entre outros, além de jovens artistas, casos de Luís Coquenão, Ana Cristina Leite e Natacha Marques.
QUANTIFICAR SECTOR
A presença portuguesa na ARCO conta com o apoio do Instituto das Artes, do Ministério da Cultura, que disponibilizou 2500 euros para o 'stand' mínimo, ou seja cerca de 50 metros quadrados. Apesar de simbólico - as galerias chegam a gastar mais de 30 mil euros por um 'stand' maior -, este apoio serve para "quantificar o que representa o nosso sector no mercado português", disse ao CM o presidente da Associação de Galerias Portuguesas e director da galeria Arte Periférica, Pedro Reigadas, precisando que no final da ARCO os galeristas têm de indicar, em relatório, todo o trabalho desenvolvido, nomeadamente os contactos efectuados e as vendas realizadas.
Espanha prepara-se para acolher a ARCO'04 num clima de optimismo, já que o mercado de arte regista níveis de crescimento superiores aos dos EUA e em que a rentabilidade do investimento é de sete pontos anuais. O certame, que espera superar a média de 200 mil visitantes, conta este ano com 278 galerias de todo o Mundo, que exibirão um diversificado panorama da realidade artística actual em pintura, escultura, instalação, fotografia, vídeo, obra gráfica, desenho e múltiplos. Além do Programa Geral, a ARCO inclui os salões 'Futuribles' e 'Project Rooms', com as novidades da arte contemporânea internacional.
A Grécia, país convidado, faz-se representar por 15 galerias, com as tendências artísticas locais e alguns artistas emergentes. O programa inclui ainda conferências e debates à volta do panorama artístico greco actual.
A ARCO é também um ponto de encontro para coleccionadores, com obras para todas as possibilidades. Duas das peças mais caras são uma escultura de H. Laurens e uma tela de R. Delaunay à venda por 1,3 milhões e 1,2 milhões de euros, respectivamente. Uma escultura de Miró tem o valor de 650.000 euros, enquanto que a pintura 'L'homme', de Max Ernst, vale 550.000. As peças mais baratas estão disponíveis a um preço inferior a mil euros.
MÁRIO SEQUEIRA - 'MÁRIO SEQUEIRA'
A Galeria Mário Sequeira leva a Madrid 18 artistas, entre os quais Helena Almeida, Pedro Cabrita Reis, Luís Coquenão (foto), João Penalva, Ana Cristina Leite e Julian Opie. Para Mário Sequeira, director da galeria, o optimismo espanhol "pode ser um bom prenúncio". "Esta edição promete ser uma boa oportunidade para vendermos os nossos artistas no mercado espanhol", disse o responsável.
PEDRO REIGADAS - 'ARTE PERIFÉRICA'
Mais cauteloso está Pedro Reigadas, director da Arte Periférica, presente com, entre outros, Rui Algarvio (foto), Alexandra Mesquita, Cristina Valadas, Mabel Arce, Rui Serra. "Não adianta criar expectativas. Isto é um pouco imprevisível. Mas, não há dúvidas de que é uma excelente ocasião para apresentarmos o trabalho dos nossos artistas a um público diferente e muito vasto", explicou.
MANUEL ULISSES - 'QUADRADO AZUL'
Ângelo de Sousa (foto), José Pedro Croft, Francisco Tropa, Jorge Queiroz, Rui Sanches são cinco dos oito artistas que a Quadrado Azul leva a Madrid. Para o seu director, Manuel Ulisses, "o importante é divulgar os nossos artistas e conquistar um público que não está em Portugal". O que no seu caso significa encontrar um público para vender peças museológicas, ou seja de grandes dimensões.
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