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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Artistas contra "asfixia da actividade cultural"

Muitos milhares de pessoas encheram, neste sábado, a Praça de Espanha, em Lisboa, na iniciativa ‘Que se Lixe a Troika – Manifestação Cultural’, convocada pelos artistas para protestar contra as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo e que, segundo os próprios, está a “asfixiar a actividade cultural”.

13 de outubro de 2012 às 21:25

Com um palco montado em plena praça, carrinhos de bifanas e farturas, água e cerveja a jorrar, o ambiente era de festa e só os cartazes empunhados pela multidão - e onde se liam palavras de ordem contra Passos Coelho e a sua equipa - é que lembravam as verdadeiras razões da reunião. Era um protesto, afinal. E um protesto que se estendeu a 17 outras cidades.

"Isto não é um festival nem é um concerto. Simplesmente, os artistas estão a usar a sua forma de expressão para protestar", explicou a actriz Sofia Nicholson, uma das mais empenhadas na organização do evento. "A cultura é, tantas vezes, a primeira a ser atingida quando há cortes... E no entanto, se estou aqui, não é apenas na qualidade de artista. É também como cidadã. Sou mãe de um filho e quero um futuro para ele."

Com a tarde a começar, às 17h00, com a 5ª Sinfonia de Beethoven, tocada pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, os concertos sucederam-se: Tocá Rufar, Dead Combo,  Peste e Sida Diabo na Cruz ou Vitorino e Janita Salomé foram apenas alguns dos artistas que animaram o palco montado na Praça de Espanha, e que prometia animar as hostes até à uma da manhã.

Os carros de agentes da PSP estavam dispostos estrategicamente no recinto, mas não era previsível que houvessem confrontos. O ambiente era mesmo de partilha e convívio fraternal.

No meio de tudo, o actor Alfredo Brito, do Cena - Sindicato dos Músicos, Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual, dizia que a manifestação lhe recordava o 25 de Abril.

"Tenho sorte, nesta fase da minha vida, de estar a assistir a isto. As pessoas estão a descobrir outra vez que o futuro está nas suas mãos. Não podemos aceitar o que nos dão: temos de sair para a rua, temos de ser exigentes. É um grande momento de cidadania, este a que estamos a assistir e acho que vai ajudar Portugal - ajudar a formar um novo País."

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