"Hormonal", que fica disponível nas plataformas digitais e é editado também em CD e vinil, sucede a "Bichinho", de 2023.
A cantora Bárbara Tinoco edita esta sexta-feira um novo álbum, "Hormonal", dedicado à filha, que nasceu há um ano, no qual canta sobre ela e sobre "a história de amor que a fez nascer", contou, em entrevista à Lusa.
"Hormonal", que fica disponível nas plataformas digitais e é editado também em CD e vinil, sucede a "Bichinho", de 2023.
O novo álbum "basicamente conta a história de amor dos pais da Masha, e como foi viver essa história de amor na gravidez e depois da gravidez". "E, na verdade, é sobre isso e sobre ela. Ou seja, para a Masha, sobre a Masha e sobre a história de amor que a fez nascer", referiu Bárbara Tinoco, de 27 anos, em entrevista à Lusa.
Composto por 17 faixas, uma das quais o "som + bonito do mundo", o riso de Masha que na quinta-feira completou um ano de vida, "Hormonal" começou a ser criado ainda antes de Bárbara Tinoco engravidar ou sequer pensar nisso.
A cantora estava a trabalhar num álbum com o produtor Charlie Beats, que acabou por produzir metade de "Hormonal", quando engravidou "e mudou tudo".
Antes da gravidez já tinha três canções prontas, que estão no álbum: "São as que contam um bocadinho a menina que eu era antes do Feodor [Bivol, o companheiro de Bárbara Tinoco e pai de Masha] e uma das canções especificamente sobre a nossa história de amor".
A partir daí, decidiram "trabalhar de outra forma". "No fundo, o conceito foi-me encontrando. Em vez de ser uma coisa decidida e fechada que tentei fazer, foi uma coisa que foi acontecendo e quando dei por mim este era mesmo o conceito do disco, porque era sobre isso que eu tinha escrito. E o Feodor acabou por produzir quase metade do disco. As canções são sobre nós, sobre o nosso amor, sobre ele, sobre mim enquanto mãe, sobre a Masha, e ele produziu e fez algumas canções comigo", disse.
Além de Charlie Beats e Feodor Bivol, "Hormonal" conta também com a participação da cantora Carolina Deslandes, a melhor amiga de Bárbara Tinoco, que escreveu a "muito especial" canção "Masha", que encerra o álbum.
Bárbara Tinoco contou que Carolina Deslandes desconhecia o conceito do álbum quando lhe ofereceu a canção.
"A Carolina não sabia que íamos fazer um disco sobre isto, nem foi uma canção feita a pensar que o disco era a história de amor dos pais, então era esta a perspetiva dela sobre a nossa história de amor. Foi literalmente acontecendo, e é por isso que tenho a certeza que, independentemente do sucesso do álbum, se corre bem, se corre mal, era suposto eu lançar este álbum assim, porque sinto que estou cheia de coincidências e sinais disso", partilhou.
Bárbara Tinoco fala sobre Carolina Deslandes numa das canções e, por isso, seria obrigatório tê-la como convidada num tema. "Tentámos fazer outras canções, mas nunca senti que era essa a canção. E no final do processo, já a acabar o disco, sentíamos que o fim era muito pesado, era mais triste do que feliz, e eu não queria essa energia para acabá-lo", contou.
Foi nesse momento que decidiu encerrar o álbum com "Masha", uma canção "muito esperançosa, bonita, feliz, que era o final perfeito para o disco".
"A Carolina pôs o céu azul na nossa história de amor, que eu pintei ao longo do disco de cinzento. E acho que isso é mesmo bonito porque significa que às vezes, quando estamos a viver uma coisa de dentro, não conseguimos ter a imagem toda, mas os nossos amigos conseguem ter a imagem toda e conseguem cantar sobre isso", disse.
Além de Carolina Deslandes, "Hormonal" conta com outra convidada, a cantora brasileira Mari Froes.
"A Mari e a Carolina foram duas das vozes que me fizeram mesmo companhia no pós-parto. E eu ouço muita música em casa. Quando penso no nascimento da Masha e na viagem de carro até casa quando trouxemos a Masha, a Mari é a banda sonora de fundo", partilhou.
"Tem lá uma tristeza", que foi divulgada em dezembro, poderia ter ficado apenas como um 'single', mas para Bárbara Tinoco "era obrigatório" estar no alinhamento de "Hormonal": "É suposto estas duas vozes que me fizeram companhia na altura mais mágica e vulnerável da minha vida estarem neste disco".
A vulnerabilidade é partilhada, por exemplo, em "A coisa + assustadora (versão sincera)", a única canção que Bárbara Tinoco fez durante a gravidez.
"A minha gravidez foi muito má, eu não conseguia escrever canções, e então essa foi assim a primeira ao fim de muitos meses que eu escrevi com o Feodor, e estive o tempo todo a chorar, porque foi mesmo catártico para mim escrever sobre o quão assustada estava com estar grávida e com as mudanças que vinham aí. Então escrevi essa canção para mim e guardei-a assim exatamente como a pus no disco", partilhou.
A canção ficou inacabada e Bárbara Tinoco gostava um dia de "acabá-la e gravá-la toda, agora se calhar continuá-la de uma perspetiva que acabou bem", para a filha poder ouvir.
Ao longo do tempo, a cantora gostava de gravar todas as canções que fez para Masha, "as boas e as más". "As boas lanço para o mundo, as más ficam só para ela", referiu.
Algumas canções de "Hormonal" serão incluídas no alinhamento dos concertos da digressão de verão de Bárbara Tinoco, com datas um pouco por todo o país, mas os espetáculos dedicados ao álbum novo ficam guardados para o final deste ano e início do próximo.
Nessa altura, Bárbara Tinoco realiza "Tem Lá Uma Tristeza", uma série de concertos nos quais estará acompanhada por um sexteto de cordas, composto totalmente por mulheres.
"Vamos tocar maioritariamente o disco e apresentá-lo desta forma íntima, um bocadinho diferente do que alguma vez fiz. Como o disco fala sobre sentimentos muito grandes, e acho que as cordas são a sonoridade de emoções fortes, achei que era engraçado transpor para um ambiente íntimo da apresentação do disco este universo novo e também mostrar-me de outra forma aos meus fãs", revelou.
Bárbara Tinoco, uma autodidata, tornou-se conhecida do público em 2018, quando entrou na fase de 'provas cegas' do programa de talentos "The Voice Portugal" da RTP. Não foi selecionada, mas teve a oportunidade de apresentar um tema original - "Antes d'ela dizer que sim".
Em 2021 editou o álbum de estreia, homónimo, ao qual se seguiu "Bichinho" (2023).
Em fevereiro de 2024, estreou, com Carolina Deslandes, o musical "A madrugada que eu esperava", idealizado e protagonizado pelas duas. As canções do musical foram editadas em abril desse ano num álbum que conta com convidados como Sérgio Godinho, Paulo de Carvalho e Luísa Sobral.
Ainda em 2024, em 12 outubro, atuou na MEO Arena, em Lisboa, tornando-se na artista mais jovem de sempre a esgotar a maior sala de espetáculos do país, tocando para uma audiência de 13.500 pessoas.
O espetáculo foi gravado, dando origem ao filme-concerto "Bárbara Tinoco - A Curta Vida de uma Popstar, Ao Vivo na MEO Arena", disponível desde abril na plataforma de 'streaming' Disney+.
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